Não há técnicos para investigar caso Banpará

A conclusão da nova investigação sobre o desvio de dinheiro do Banco do Estado do Pará (Banpará), onde o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) seria um dos envolvidos, pode demorar bem mais do que o Ministério Público do Estado imaginava.A falta de técnicos especializados em contabilidade financeira está impedindo o andamento do processo, já que os dois funcionários do Banco Central ficaram menos de 24 horas em Belém, para onde foram enviados na terça-feira.Os promotores que cuidam do caso pediram ao presidente do BC, Armínio Fraga, que seja designado um técnico permanente para analisar os relatórios, quase todos com informações contábeis.Se isso não acontecer, as investigações, que estão previstas para serem encerradas em dois meses, podem sofrer atraso ou não serem concluidas."Eles sabem muito bem da necessidade técnica que temos, pois o próprio Banco Central se mostrou inconformado com o pedido de arquivamento do caso, há alguns meses", afirmou um integrante do Ministério Público do Estado. Na visita rápida que fizeram no início da semana, o conselheiro do Departamento de Combate aos Ilícitos Financeiros do BC, Antônio Benito de Souza, e o inspetor Nelson Rodrigues de Oliveira procuraram saber quais eram as necessidades básicas do Ministério Público neste caso.Eles garantiram que outro técnico seria enviado ao Estado, mas, nesta quarta-feira, o Banco Central informou que isso ainda dependeria de uma avaliação de Armínio Fraga.

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