Não há racha na base aliada, afirma Vaccarezza

Deputado minimiza divergências dentro de grupo criado para discutir a reforma política na Câmara e diz ser 'assunto interno' do partido

O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2013 | 10h51

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) negou nesta quarta-feira, 17, que exista um racha no PT e na base aliada em torno da sua escolha para a coordenação do grupo de trabalho que discute a reforma política na Câmara. A vaga era disputada com Henrique Fontana (PT-RS), que decidiu deixar o colegiado depois de o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), manter a indicação de Vaccarezza.

 

"Não existe racha na base aliada. Existe uma divergência do Fontana com a bancada do PT", disse o deputado em entrevista à rádio Estadão. Fontana havia sido indicado pela bancada do PT para representar o colegiado, mas Henrique Alves apoiava Vaccarezza. Nos bastidores, o petista é criticado por defender bandeiras que agradam ao PMDB.

 

Nessa terça-feira, 16, Alves manteve a indicação a Vaccarezza, mas sugeriu que Fontana também fizesse parte do grupo. Para Fontana, a articulação tem por objetivo criar um "racha na bancada". "A bancada me escolheu para integrar o grupo e o presidente desrespeitou essa escolha", criticou Fontana ao anunciar sua saída do colegiado.

 

Vaccarezza, no entanto, afirma que Fontana não foi indicado para coordenar o grupo, mas apenas para fazer parte dele. "Não vou deblaterar com Fontana na imprensa. Quando fui indicado, ele achou melhor se retirar porque não queria que eu coordenasse. Mas isso é assunto interno do PT", disse.

 

Reunião de trabalho. Nesta quarta, 18, o grupo de trabalho da reforma política fará sua primeira reunião. Vaccarezza evitou comentar quais temas devem ser discutidos e repetiu que será criado um portal para receber sugestões dos cidadãos. Ainda não há data para lançamento do site mas, de acordo com o deputado, os assuntos devem ser definidos dentro de um mês. Os 14 parlamentares que integram o grupo terão 90 dias para concluir a atividade.

 

Na terça, o PT chegou a apresentar uma proposta de decreto legislativo sobre o plebiscito, mas o texto foi criticado por aliados. Sem consenso, PT e PMDB divergem sobre temas como reeleição e formas de doação em campanha.

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