Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Não há qualquer receio quanto à adesão a jantar no Alvorada', diz Padilha

Ministro-chefe da Casa Civil negou que reunião agendada para este domingo seja termômetro de apoio ao governo

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2017 | 13h40

BRASÍLIA - O ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha negou que a reunião agendada para a noite deste domingo, 21, entre o presidente Michel Temer e os líderes da base do governo seja termômetro de apoio ao governo. 

"Não há receio quanto a quantidade de líderes que virão. Não tem risco de adesão baixa, porque não está marcado nada. Não tem jantar, nem solenidade. Quem estiver aqui em Brasília, vai passar pelo Palácio da Alvorada para conversar. Não tem nada programado. E, no domingo, sabemos que tem muito pouca gente na cidade", afirmou em entrevista ao Estado.

De acordo com Padilha, confirmaram presença na reunião o líder do governo André Moura (PSC-SE), o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (PMDB-SP) e o líder do DEM Pauderney Avelino (AM). A quantidade de presentes na reunião pode indicar quais partidos ainda estão, de fato, na base do governo. 

O ministro atendeu à reportagem diretamente do Palácio do Alvorada, onde estava reunido com o presidente Michel Temer e com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

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"Estamos nesse momento no Palácio do Alvorada. Nós estamos trabalhando, não se para de trabalhar. Estamos fazendo contato com toda a base para ver como a coisa está seguindo com cada partido. No fim da tarde, pedimos para que os líderes passem aqui. Eles trarão informações e nós passaremos outras para eles", disse. O ministro disse ainda que o presidente está bem e muito tranquilo. 

Jantar. Apesar de Padilha negar que o encontro desta noite seja um jantar programado, a reportagem teve acesso ao convite enviado pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), aos líderes da base. O texto do convite diz que há "satisfação em convidar para para participar de jantar com a presença de ministros e líderes da base aliada".

Imbassahy assumiu a mediação com as lideranças da base em uma tentativa do governo de estreitar relações com o PSDB no momento de crise. A leitura do Planalto é que, caso os tucanos deixem o governo, Temer não conseguirá se manter na presidência. 

Os líderes e dirigentes do PSDB chegaram a cancelar reunião que teriam nesta tarde com lideranças do DEM para participar da reunião com o presidente. 

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