Não há perdedores e ganhadores, diz Dirceu sobre transgênicos

O ministro da Casa Civil, José Dirceu, disse ontem à noite que o Projeto de Lei de Biossegurança não sinaliza perdedores ou vencedores no alto escalão do governo. Para Dirceu, o texto é adequado porque o País terá condições legais de pesquisar e plantar variedades transgênicas, sem contestações posteriores na Justiça. "O texto atende àqueles que são favoráveis aos transgênicos, que não terão razão para ficar na ilegalidade ou para dizer que o País está atrasado", afirmou. "Por outro lado, protege, cumprindo a Constituição Federal e os compromissos do presidente Lula na campanha eleitoral, o meio ambiente, a saúde e a agricultura do País, pois exige-se o licenciamento ambiental, da saúde e agronômico", afirmou Dirceu. Ao lado do ministro, na mesa, estavam os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e do Meio Ambiente, Marina Silva, lados opostos do debate sobre a biotecnologia. Marina Silva concordou com as afirmações de Dirceu. "É a primeira vez que a questão ambiental sobe até o centro do governo, que se faz um debate que durou mais de nove meses e que envolveu 11 ministérios", afirmou Marina. "Quem ganha é o País", completou. Rodrigues também concordou com as palavras de Dirceu e lembrou que desde os primeiros dias do governo Lula ele discutia a necessidade de um instrumento legal que normatizasse a questão da biotecnologia no País. "Havia diferenças de opiniões sobre como conduzir ao processo. Chegar a um consenso, no possível, é uma grande vitória do Brasil", completou. Rodrigues avaliou que a agricultura perderia sem um marco legal para a transgenia.Lei sobre transgênicos prevê pena de 3 anos de prisão

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