Não há negociação, diz ministro do STF sobre prisão de Arruda

Para Marco Aurélio, 'o STJ decidirá se, com a liberdade dele, terá ou não prejuízo às instruções criminais'

Agência Brasil,

03 de março de 2010 | 15h19

Relator do pedido de habeas corpus em favor do governador afastado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (sem partido), no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio Mello criticou nesta quarta-feira, 3, qualquer negociação que envolva a renúncia de Arruda em troca do relaxamento de sua prisão.

 

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Segundo ele, caberá ao STJ decidir se revoga a prisão de Arruda em eventual compromisso de manter-se afastado do governo do DF. Para Marco Aurélio, não há negociação.

 

"A questão da volta ou da ausência do retorno à cadeira do governo se resolve no campo político. Não há negociação. O STJ deverá decidir se, com a liberdade dele, terá ou não prejuízo às instruções criminais", disse.

 

O ministro sinalizou que levará ao plenário do STF, nesta quinta-feira, 4, para o julgamento em definitivo do pedido de habeas corpus de Arruda, o voto pela manutenção da prisão. O governador está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 11 de fevereiro por determinação do STJ.

 

Arruda é acusado de tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção que atinge seu governo, empresários e deputados distritais. O Supremo vai decidir se a decisão do STJ deve ser revogada. Em caráter provisório, Marco Aurélio Mello negou o pedido feito pelos advogados de Arruda.

 

"Não percebi desacerto a ponto de ensejar o deferimento da liminar", disse o ministro, sem, contudo, confirmar o voto que será levado amanhã ao plenário da Corte.

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