Não há 'justa causa' para quebrar sigilo de Rose, diz superintendente da PF

Troncon Filho também negou que haja uma "guerra de facção" entre integrantes da polícia

Ricardo Brito, Agência Estado

04 de dezembro de 2012 | 13h37

BRASÍLIA - O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Roberto Troncon Filho, afirmou nesta terça-feira,na Câmara dos Deputados que não havia "justa causa" e "motivação plausível" para quebrar o sigilo telefônico de Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo. Ela foi investigada pela Operação Porto Seguro, da PF, deflagrada no dia 23 de novembro com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que se infiltrou em diversos órgãos federais para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos com o fim de beneficiar interesses privados.

Troncon Filho fez o comentário em audiência pública que está sendo realizada na Câmara dos Deputados, logo depois da fala do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. O superintendente da PF ressaltou que, "se a polícia está errando", cabe ao Ministério Público, responsável pelo controle externo das atividades policiais, fiscalizar o trabalho que está sendo feito. O superintendente da PF também negou que haja uma "guerra de facção" entre integrantes da Polícia Federal, conforme foi veiculado na imprensa nos últimos dias.

Ele disse ser "amigo pessoal há 17 anos" do diretor-geral da instituição, Leandro Daiello Coimbra. "O que eu posso dizer sobre isso é que há uma tremenda desinformação", afirmou. O delegado disse ainda que considera o modelo de investigação criminal "um dos mais garantistas do mundo". Segundo ele, cada um tem seu papel: a polícia investiga, o Ministério Público fiscaliza e o juiz decide sobre as garantias individuais dos investigados.

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