Não há irregularidades de Manoel Dias no Trabalho, afirma Gleisi

Ministra-chefe da Casa Civil afirma que governo federal 'reitera' conduta do pedetista à frente da pasta

Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2013 | 11h42

Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse hoje ao Estado que "não há irregularidades de Manoel Dias à frente do Ministério do Trabalho, onde ele está há seis meses". Segundo a ministra, "a conduta do ministro tem sido correta na tomada de medidas firmes em relação aos processos envolvendo convênios com entidades", acrescentando que ele pediu auxílio da Casa Civil, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério do Planejamento para regularizar estes convênios".

"O governo está reiterando que não há irregularidades na conduta do ministro Manoel Dias à frente do Ministério do Trabalho", insistiu Gleisi. A ministra minimizou as declarações concedidas por Dias, em entrevista ao jornal O Globo, de que, caso deixe o ministério, vai entregar "todo mundo". "Foi um desabafo de quem se sente injustiçado e que acabou se expressando de maneira que gerou mal entendido", disse ela.

Gleisi disse ainda ao Estado que o ministro Manoel Dias tem reafirmado a disposição de regularizar todos os convênios e que ele está "tomando medidas firmes". Sobre as últimas denúncias publicadas, referindo-se a um relatório em 2008, a ministra da Casa Civil disse que não há citação do nome do ministro em relação a problemas. "O ministro garante que não houve esse envolvimento", afirmou. Gleisi acrescentou que a postura do governo é de considerar as palavras do ministro. Ela advertiu, no entanto, que "havendo caso concreto, qualquer pessoa no governo está sujeito às consequências".

Matéria publicada no Estado informa que o ministro pagou serviço partidário com dinheiro de ONG e que sua mulher estaria sob investigação do Tribunal de Contas de Santa Catarina.

Dias e Gleisi conversaram, mais uma vez, na manhã desta quarta-feira. O Planalto tem mantido o ministro no cargo, evitando criar maiores problemas com o PDT, partido considerado importante para a manutenção da base e apoio nas eleições do ano que vem. A ministra Gleisi não quis falar sobre questões partidárias, limitando-se a justificar que Manoel Dias está agindo corretamente e que fez um desabafo, sinalizando que a presidente Dilma não pretende afastá-lo do cargo, apesar das denúncias. O Planalto, tem insistido na sua permanência no posto.

Gleisi reiterou que Manoel Dias está se sentindo "pressionado", que fez um desabafo e insistiu que tem adotado postura "firme e séria". Acentuou ainda que é preciso ter cuidado com a história de uma pessoa como ele, para não se destruir a reputação de uma pessoa que tem uma história de luta na vida democrática do País.

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