Não há influência no voto, garantem parlamentares

Parlamentares beneficiados por contribuições de bancos, ouvidos pelo Estado, descartam a possibilidade de o dinheiro recebido do setor bancário influenciar o comportamento no Congresso. "Isso não mexe com a minha racionalidade", diz o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), um dos mais duros críticos do governo Lula. "Tive ajuda de empreiteiros e pedi com energia a CPI das Empreiteiras", exemplifica. Virgílio sustenta que nenhuma das doações que recebeu foi essencial "no bolo do financiamento" de sua campanha. Ele atribui o auxílio a empresas que o vêem como alguém sem preconceitos. "Não tem um gesto meu que mostre que estou a serviço de algum setor" , afirma.O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), também garante que as doações de bancos não têm "influência nenhuma" em seus votos. "Quando a Febraban me criticou e a meu partido, disse que iria convocá-los a se explicar na Câmara." Maia prossegue: "Trabalhei em dois bancos, BMG e Icatu, que agora não é mais banco, e mantenho uma relação imparcial com o setor, como com qualquer outro que tenha doado." Na sua avaliação, a votação da CSLL "não tem nada a ver com os bancos", que, afirma, repassarão os novos custos aos clientes. "O que o governo fez foi encarecer o crédito ao consumidor", opina.Tanto Virgílio como Maia dizem que votarão contra o aumento da alíquota da contribuição. O senador tucano afirma ser contra o aumento da carga tributária e lembra que os aliados de Lula "jamais ganharam tanto dinheiro (de campanha) dos bancos."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.