Não há indícios de bases terroristas no País, afirma general

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ainda não descobriu base de terroristas no País, disse nesta segunda-feira o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Cardoso. "Há mais de cinco anos temos operações de inteligência para detectar em diversas partes do País indícios de células e bases terroristas, e podemos afirmar, categoricamente, que não existem esses indícios", informou.Desde 11 de setembro, dia dos atentados terroristas nos Estados Unidos, agentes da Abin, da Polícia Federal, em conjunto com setores de inteligência do Paraguai e da Argentina, vêm intensificando operações de rastreamento nas áreas de fronteiras entre os três países, conhecida por abrigar um grande número de descendentes de árabes e mulçumanos. O trabalho vem sendo acompanhado pelo FBI e a CIA. Até agora foram detidos três suspeitos e descobertas 12 centrais telefônicas, que seriam usadas para troca de informações entre grupos terroristas localizados em países da Ásia Central e do Golfo Pérsico - região de atuação do terrorista saudita Osama Bin Laden.Em Maringá, no Paraná, uma das redes de PABX mais ativas foi desmontada pela Polícia Federal no dia 11 de outubro. A central, na periferia da cidade, tinha 57 linhas telefônicas. No local foi detido o garçom Ederaldo Félix dos Santos, de 33 anos, que declarou ter sido contratado por um comerciante libanês. Ele operava a central, completando ligações entre pessoas de diferentes países árabes. Há suspeitas de que essas pessoas integrem grupos terroristas.Segundo o general Cardoso, as prisões e o desbataramento das centrais telefônicas são "averiguações policiais normais como qualquer outra". "Podemos dizer que a guerra não está aqui ainda. Mas tudo estamos fazendo para que ela não chegue até nós", disse o ministro, que participou do I Simpósio Regional de Proteção ao Conhecimento, promovido pelo escritório da Abin do Rio de Janeiro.Leia o especial

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