Não há indícios contra contador, diz advogado

O criminalista Jonas Marzagão, advogado do contador Carlos Roberto Alves e do comerciante Carlos Umberto Pereira, afirmou que seus clientes não tentaram extorquir o ministro da Justiça. ?Eles foram ouvidos em declaração na Polícia Federal, ou seja, a autoridade policial não viu nenhum indício de ilícito por parte do Umberto e do Alves?, destacou Marzagão, especialista em processos federais. ?É muito prematuro afirmar que o ministro mandou dinheiro para fora do País, mas não havia necessidade da assinatura dele para que a remessa fosse feita?, disse o criminalista.Alves depôs durante 5 horas, no dia 10. Ele foi contador da Ermovale Agropecuária Ltda. Hoje é funcionário graduado de uma cooperativa de café em Minas. Em 1992, Alves trabalhava em uma empresa de auditoria em São Paulo e foi contratado para examinar a situação patrimonial da agropecuária. ?Eu executei a operação de remessa, via Banco Excel, sob a coordenação e orientação do ministro?, afirmou.Segundo Alves, a Ermovale tomou o empréstimo junto ao Excel, mas não incorporou o dinheiro ao seu capital. ?O dinheiro foi enviado para a Piermont Corporation, passando por Montevidéu?, declarou. Ele afirmou que a operação foi realizada com base na Resolução 63, do Banco Central, que autoriza captação de recursos pelos bancos no exterior para empréstimo a empresas brasileiras.

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