Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Não há forma de se fazer pressão na PF, diz Leandro Daiello

Questionado se a divulgação de áudios, como o do senador Romero Jucá, que indicaria suposta tentativa de paralisar as investigações da Lava Jato, diretor-geral afirmou que corporação 'vai continuar trabalhando dentro dos padrões legais'

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2016 | 20h09

BRASÍLIA - O diretor-geral do departamento da Polícia Federal, Leandro Daiello, afirmou nesta quarta-feira, 25, que “não há forma de se fazer pressão” na PF. Questionado se a divulgação de áudios, como o do senador e agora ex-ministro Romero Jucá, que indicaria uma suposta tentativa de paralisar as investigações da Lava Jato com a chegada de Michel Temer ao poder, Daiello afirmou que a Polícia Federal tem estrutura e cultura de uma polícia legalista.

“Nós cumprimos a lei, usamos instrumentos que a lei permite e não há forma de se fazer pressão ou se discutir pressão. A PF vai cumprir a lei, usando os instrumentos que a lei permite. A PF vai continuar trabalhando dentro dos padrões legais, dentro do processo legal brasileiro”, disse.

A conversa de Jucá com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revelada pela Folha de S. Paulo, mostra o peemedebista insinuando que o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer no governo poderiam ajudar a "estancar" a "sangria", se referindo, supostamente, à Lava Jato. A repercussão fez com que Jucá se afastasse do ministério do Planejamento.

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