Não há decisão fechada no PT sobre inativos, diz Genoino

O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou hoje que não existe ainda uma decisão fechada dentro do partido sobre a cobrança previdenciária dos servidores inativos. E que esse é o único ponto da proposta de reforma da Previdência encaminhada ao Congresso pelo governo federal que não constava do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O argumento foi utilizado por Genoino para defender a decisão tomada hoje pela Executiva Nacional do partido, que vai instalar um processo na Comissão de Ética contra a senadora Heloísa Helena (AL) e os deputados João Batista Babá (PA) e Luciana Genro (RS). De acordo com Genoino, os ataques dos três parlamentares à proposta de reforma "são injustificáveis". Os deputados e a senadora não aceitaram a proposta de acordo feita hoje pela Executiva, e segundo a qual eles teriam que votar a decisão do partido seja ela qual fosse, depois de um "amplo debate" interno que decidiria também sobre a cobrança dos inativos. "Fora o item da cobrança, todos os outros que já constavam no programa de Lula foram votados e acatados pelo partido", disse Genoino. "E está no estatuto do partido que a liberação do voto é uma prerrogativa da bancada. Portanto, eles não perceberam que foram longe demais", afirmou. Para Genoino, a decisão de enquadrar os três rebeldes teve que ser tomada já, para evitar que o partido "virasse uma bagunça".

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