'Não há base jurídica nem haverá', diz Mercadante sobre impeachment

Comentário foi feito depois de o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), dizer que que a delação de empreiteiro é a "prova" que faltava para processo

Rafael Moraes Moura e Ricardo Della Coletta, Brasília

27 de junho de 2015 | 16h44

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse neste sábado, 27, que não há nem haverá base jurídica para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O comentário foi feito depois de o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), dizer que que a delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, é a “prova” que faltava para a Câmara dos Deputados abrir um processo de impeachment.

Dono da UTC, Ricardo Pessoa apresentou à Procuradoria-Geral da República documento que cita repasse de R$ 250 mil à campanha do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ao governo de São Paulo em 2010. A informação consta da planilha intitulada "pagamentos ao PT por caixa dois", entregue durante os depoimentos prestados em delação premiada. 

O empreiteiro também teria citado o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014. Os dois ministros negam irregularidades. 

“Não há absolutamente nenhuma base jurídica e não haverá (para o impeachment). Temos total segurança de como foi feita a campanha”, disse o ministro, em coletiva de imprensa.

Rompimento. A publicação de trechos da delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, deu força à ala do PMDB que defende o início de um processo de afastamento do governo. Questionado sobre o agravamento da crise política, Mercadante reiterou a confiança na “parceria estratégica com o PMDB”.

“Eu dialogo todo dia com o vice-presidente, o PMDB é um parceiro estratégico da coalizão. Tem a vice-presidência da República, seis ministérios, a articulação política, o vice-presidente Michel Temer tem feito um grande trabalho na articulação política. Aprovamos todas as matérias relevantes do ajuste fiscal, com mediações do Congresso. Tenho muita confiança nessa parceria estratégica com o PMDB”, comentou o ministro.

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