DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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'Não precisa segurar a presidente Dilma, ela não cai', diz Temer

Presidente da República em exercício durante a viagem de Dilma ao exterior minimizou a crise e reiterou seu apoio à presidente

Leonêncio Nossa, enviado especial, O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2015 | 15h25

Dourados - O vice-presidente Michel Temer, no exercício da Presidência da República, disse nesta quinta-feira, 9, ao ser  questionado se o PMDB poderia abandonar o barco que "não há barco, estamos na mesma canoa". “Não precisa segurar a presidente Dilma, ela não cai.”, disse.

Além de minimizar o momento de crise vivido pelo governo, Temer reiterou que ele e o PMDB vão estar sempre ao lado de Dilma. "A presidente vai continuar até o final com toda tranquilidade. O PDMB é um aliado, eu sou do partido, que naturalmente está colaborando com a presidente Dilma e o País", afirmou.

Em visita a Dourados, Mato Grosso do Sul, o presidente em exercício conheceu as instalações do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) numa brigada do Exército na cidade. Políticos do Estado, especialmente do PMDB e do PSDB, também correram para participar da visita.

Temer disse que até esta manhã não estava certo se os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Comunicação Social, Edinho Silva, seriam convocados para depor na CPI da Petrobrás, conduzida na Câmara dos Deputados. "Eu não sei se serão convocados", disse. Ele ressaltou, no entanto, que o "governo adotará transparência absoluta" em torno dos desdobramentos da citação dos nomes de Mercadante e Edinho pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em processo de delação premiada. 

Oficiais militares que participaram do evento e mostraram as instalações do Sisfron para Temer reclamavam, em conversas reservadas com jornalistas, do contingenciamento orçamentário determinado pela equipe econômica, que atingiu as Forças Armadas e especialmente o programa de monitoramento das fronteiras. Dos R$ 12 bilhões previstos para orçamento do sistema, foram executados até agora R$ 1,4 bilhão em quatro anos de programa. 

O comandante militar do Oeste, general de Exército Paulo Humberto, minimizou o problema. Ele disse que as metas do programa continuam em vigor. "O corte impacta, mas foi apenas neste ano. Cortamos apenas gorduras que podemos perder". Teoricamente o contingenciamento deste ano aumentaria a previsão da conclusão dos investimentos para mais cinco anos. O general, porém, ressalta que o programa passou por revisões e ajustes que garantem a manutenção do prazo de conclusão, que é 2021.

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