'Não há auditoria, o que existe é um ajuste fiscal', diz Alckmin

Governador corrigiu e disse que o que 'existe é um esforço permanente de ajuste', algo que começou na gestão de Covas e deve continuar até governo atual

Anne Warth, da Agência Estado,

05 de janeiro de 2011 | 15h12

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), rejeitou nesta quarta-feira, 5, usar o termo "auditoria" e preferiu definir o esforço do governo do Estado em revisar contratos feitos na gestão do ex-governador José Serra (PSDB) como "um ajuste fiscal". Alckmin participou da missa em memória do ex-governador Orestes Quércia, na Catedral da Sé, no centro da capital paulista, ao lado de Serra, que evitou dar declarações.

 

O governador de São Paulo foi questionado sobre se a decisão de auditar todos os contratos do governo Serra não causava atrito ou constrangimento com o ex-governador. "Não há nenhuma auditoria, nem haverá nenhuma auditoria no governo", afirmou. "O que existe é um esforço permanente de ajuste fiscal, algo que o Mário Covas (ex-governador) fez, eu fiz, Serra fez e é meu dever fazê-lo de novo", disse.

 

De acordo com Alckmin, o objetivo do governo de São Paulo é aumentar a eficiência do gasto público para elevar os investimentos. "A população não aguenta o aumento da carga tributária e é preciso reduzi-la. A única maneira de fazer mais é tendo eficiência no gasto. Esse é o esforço que vamos fazer em todas as áreas", afirmou. Segundo ele, a maior parte do corte de gastos ocorrerá no custeio. "Não há nenhuma revisão nos contratos, nenhuma", reiterou. Conforme Alckmin, o ajuste será permanente. "Não há nenhum prazo definido. O que nós vamos fazer é um ajuste permanente", destacou.

 

Missa

 

A missa em homenagem a Quércia foi celebrada pelo arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e contou com a presença de diversas autoridades, além de Alckmin e Serra, como o vice-presidente Michel Temer, o ex-governador José Maria Marin, o deputado reeleito Paulo Maluf (PP-SP), o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), a vice-prefeita Alda Marco Antônio (PMDB), o vice-governador Guilherme Afif Domingos (DEM), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Barros Munhoz (PSDB), além de secretários e outras autoridades. Ao fim da celebração, a viúva de Quércia, Alaíde Quércia, e os filhos, Andrea, Cristiane, Rodrigo e Pedro Quércia, receberam os cumprimentos dos presentes.

Tudo o que sabemos sobre:
Geraldo Alckminajuste fiscalPSDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.