Não há ameaça pela aprovação da CPMF, diz Bernardo

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, preferiu amenizar o tom de ameaça com a criação de novos impostos caso o Senado não aprove a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. "Não tem ameaça alguma. Primeiro, estamos confiantes de que vamos conseguir aprovação. Evidentemente que temos de fazer nossa tarefa, que é de dialogar, fazer um trabalho junto aos senadores, governistas e da oposição, queremos conversar com todo mundo e mostrar o quanto é importante pra nós o equilíbrio fiscal do governo, particularmente, em um momento em que o Brasil está deslanchando e achamos que vamos aprovar", afirmou ele, no Palácio do Planalto.Pela manhã, Guido Mantega afirmou que o governo pode ter que criar novos tributos para "compensar a CPMF". Mesmo retirando o tom da ameaça, Paulo Bernardo deixou claro que a não prorrogação da CPMF resultará em aumento de outro imposto: "A Constituição diz que se nós tivermos uma receita diminuída, nós temos de aumentar outra receita ou cortar despesas no mesmo montante, vamos ter de equacionar". Ele não acredita que a crise que envolve o Senado irá atrapalhar a votação da emenda. "Sei que tem um clima beligerante por conta desta crise, mas não só dá pra conversar como é nossa obrigação conversar e nós temos de conversar com todas as partes envolvidas", disse. Ele acrescentou que precisa conversar com senadores sobre outros temas como a tramitação do orçamento para 2008 e a regulamentação da emenda da saúde. Sobre a reivindicação da oposição para flexibilizar a alíquota da CPMF, Paulo Bernardo lembrou que a própria emenda tem um dispositivo que permite a redução.

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