´Não fiz tudo, cometi erros, mas suei a camisa´, diz Alckmin

Em seu último dia como governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, admitiu estar emocionado em deixar o posto, ocupado por ele desde o agravamento da doença do ex-governador Mário Covas, que morreu em 2001. "Estou feliz, mas admito um misto de saudade antecipada", afirmou."Certamente, não fiz tudo e cometi erros, mas suei a camisa e dei o melhor de mim", acrescentou, após entregar a expansão da Linha 2 do Metrô, entre as Estações Ana Rosa e Imigrantes.Alckmin reconheceu que leva desvantagem em relação ao seu principal adversário na campanha presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , em razão de o petista já ter mandato. "É lógico que, no sistema de reeleição, quem está no cargo tem enorme benefício. Mas eu confio no meu taco, confio na mudança e sei que podemos representar um novo tempo para o Brasil", comentou.SerraO governador de São Paulo afirmou também que José Serra "tem todas as qualificações" para ser o seu sucessor no Palácio dos Bandeirantes. Alckmin praticamente confirmou que Serra renunciará, até amanhã, à Prefeitura de São Paulo, para disputar o governo paulista. "Candidatura a cargo majoritário não é pessoal e a tendência do PSDB é a busca do entendimento", disse. Mas reiterou: "Praticamente, nós já temos o caminho trilhado, mas não devemos melindrar companheiros", numa referência à disposição do vereador José Aníbal (PSDB) manter a pré-candidatura ao governo paulista.Ao deixar a Estação Ana Rosa do Metrô, o governador seguiu para o Jardim Ângela, na zona sul, onde inaugura mais uma unidade do restaurante popular Bom Prato. Ainda hoje, além desta inauguração, Alckmin tem mais dois outros eventos agendados.Amanhã, ele transmite o cargo para o vice-governador, Cláudio Lembo (PFL), às 15 horas, mas já adiantou que, no período da manhã, terá reuniões políticas na condição exclusiva de candidato ao Palácio do Planalto. Segundo o governador, a escolha do coordenador de sua campanha será feita na segunda-feira (3).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.