Não faria sentido Marina não ser candidata, diz Marinho

"O que eu defenderia, e olhando como observador, evidente que não faria sentido nessa conjuntura a Marina não ser candidata", disse

CARLA ARAÚJO, Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2014 | 18h21

O coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff em São Paulo e prefeito de São Bernardo do Campos, Luiz Marinho, afirmou nesta sexta-feira, 15, que se estivesse na cúpula do PSB defenderia o nome de Marina Silva para a disputa da Presidência da República no lugar do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo na última quarta-feira.

"O que eu defenderia, e olhando como observador, evidente que não faria sentido nessa conjuntura a Marina não ser candidata", disse. A respeito de especulações de que uma ala ligada ao deputado Márcio França teria resistência ao nome da ex-ministra, Marinho disse não ter conhecimento se esse racha é verdadeiro e reforçou a aposta no nome de Marina. "A tendência é ela ser candidata, era a vice do Eduardo e tem densidade para ser (candidata)", afirmou.

O coordenador da campanha negou que integrantes da cúpula petista estejam procurando membros do PSB para pressionar por uma eventual desistência da candidatura. "Não é verdade. Se alguém do PSB tem uma leitura diferente, nós estamos abertos a ouvir. Mas não existe de nossa parte, que eu saiba, qualquer conversa com alguém do PSB para desestimular que o PSB tenha candidatura", afirmou. "Isso seria até um desrespeito."

Do PT, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ligaram para Roberto Amaral - que acaba de assumir a presidência da sigla - a presidente Dilma, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, e até o ex-ministro José Dirceu - que ainda cumpre pena no regime semiaberto por sua condenação no mensalão. Segundo Marinho, essas ligações foram feitas na condição de "solidariedade".

Questionado se a entrada de Marina na disputa amplia as chances de segundo turno, Marinho disse que é "muito cedo para falar" sobre isso. "O que pragmaticamente nós temos é: a eleição tem dois turnos, as regras são de dois turnos, nós temos que estar preparados para dois turnos, independente com quem seja", afirmou.

"Eu acredito na nossa força e que nós temos condições de reeleger a presidente Dilma independente de quem seja o adversário." Marinho disse ainda que especulações sobre isso são "eminentemente bola de cristal e isso ninguém tem". Para Marinho, é preciso esperar "passar o calor dessa emoção trágica para poder fazer uma analise mais pé no chão".

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