Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Não faremos sugestão ou indicação para lugar nenhum', diz Goldman sobre reforma ministerial

Presidente interino do PSDB desautorizou qualquer articulação de bastidor em nome do partido

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2017 | 16h54

SÃO PAULO - A executiva nacional do PSDB vai se reunir na quarta-feira, 22, para formalizar institucionalmente o apoio à reforma da Previdência e, assim, espantar os rumores de que o partido vai para a oposição ao governo de Michel Temer (PMDB) depois de entregar seus cargos na Esplanada dos Ministérios.

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Apesar do gesto, o presidente interino da legenda, Alberto Goldman, desautorizou qualquer articulação de bastidor em nome do PSDB para uma eventual reforma ministerial de Michel Temer. "Se existe alguém no partido fazendo sugestões de nomes eu não sei. Mas uma coisa é certa: não faremos, institucionalmente, indicação ou sugestão de nome para lugar nenhum", disse o dirigente ao jornal O Estado de S. Paulo.

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Sobre a reforma da Previdência, Goldman disse que o partido precisa ter uma posição sobre ela. "É uma obrigação do PSDB dizer o que pensa sobre as coisas. Na bancada cada um vota conforme seu interesse. Faz o que bem entende. Infelizmente é assim. Como órgão coletivo nunca houve uma posição", disse.

Goldman embarcou nesta segunda-feira, 20, para Brasília, onde vai fazer uma imersão de três semanas na máquina partidária tucana. Além de organizar a convenção nacional do dia 9 de dezembro na capital federal, ele tentará nesse período costurar uma chapa única para o diretório do partido, que tem mais de 100 membros.

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Se conseguir, esse colegiado vai buscar uma saída consensual para a formação da executiva do PSDB que definirá o nome do presidente efetivo da sigla no decisivo ano eleitoral de 2018. Trata-se de um esforço para evitar que a convenção se torne uma batalha campal.

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