Reprodução/TV Record
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'Não estou me escondendo atrás de foro nenhum', diz Flávio Bolsonaro

Em entrevista ao Jornal da Record, senador eleito afirmou que foro privilegiado é uma "prerrogativa" para investiga-lo, alegando que pedido da defesa é uma exigência de cumprimento da lei

Carla Bridi, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 22h26

Em primeiro pronunciamento após pedido de suspensão da investigação no Ministério Público do Rio de Janeiro, referente à movimentações suspeitas apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) justificou a medida tomada pela sua defesa como um seguimento da legalidade das investigações. No pedido ao STF, acatado pelo ministro Luiz Fux, o filho do presidente alegou foro privilegiado. 

“Não estou me escondendo atrás de foro nenhum. Não é porque sou filho do presidente que tenho que ser alvo de algo que não está seguindo a legalidade. A ideia de fazer isso foi simplesmente para que cumpríssemos a obrigação legal. Exijo, como qualquer cidadão, que a lei valha para mim”, disse Flávio entrevista gravado ao Jornal da Record. Nesta sexta-feira, o Jornal Nacional, da TV Globo, revelou que Flávio recebeu R$ 96 mil em depósitos em um mês em 2017.

O pedido de suspensão, acatado pelo ministro Luiz Fux na quinta, foi feito sob a prerrogativa de que Flávio, por ter sido eleito senador nas eleições de 2018, deveria ter o acompanhamento das investigações sob o STF, e não na primeira instância. 

“Sou contra o foro, não é uma escolha para mim. É uma prerrogativa. Não há a menor dúvida que estou sendo tratado de maneira diferente”, declarou Flávio.

“O MP deveria, ao tomar conhecimento que fui eleito senador, informar ao STF, que é o órgão competente para avaliar. Até o dia 7 de janeiro, não sabia que estava sendo investigado. Descobri que o MP estava me investigando ocultamente desde meados do ano passado e que meu sigilo foi quebrado de forma ilegal, sem a devida autorização judicial”. 

O ex-assessor Queiroz

Referente ao seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, responsável pela movimentação de R$ 1,2 mi, Flávio afirmou se sentir prejudicado com a demora para um pronunciamento do ex-servidor. “Óbvio que quanto mais ele demora, mais me prejudica. Ele é o pivô disso. Não tenho culpa se o cara teve um câncer e teve que tratar isso de forma urgente”.

O senador eleito ainda reiterou que não tem mantido contato com Queiroz, reforçando o fato de que desconhece o que funcionários fazem fora do expediente, como já havia afirmado em entrevista ao SBT

“Nem posso ter contato com ele porque podem falar que estou combinando versão. Essa versão absurda que estão dando de funcionário fantasma é mentira. A pessoa pode ter um comércio, outra atividade para complementar a renda de maneira legal”.

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