'Não escondemos quem nos apoia', diz Haddad

A iminência do julgamento do mensalão e as ameaças da oposição de convocar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para depor na futura CPI do Cachoeira não demoveram o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de contar com o engajamento e auxílio do colega petista em sua campanha.

ISADORA PERON, Agência Estado

17 de abril de 2012 | 08h46

"Nós não podemos esconder as pessoas que nos apoiam. Elas têm direito de expressar sua opinião sobre o melhor para São Paulo", afirmou durante visita à obra do futuro estádio do Corinthians, na zona leste da cidade.

Dirceu foi apontado na denúncia da Procuradoria-Geral da República como "chefe da quadrilha" do mensalão. E a oposição espera agora ressuscitar o caso do seu ex-assessor Waldomiro Diniz, que, em 2004, apareceu em um vídeo pedindo propina a Carlos Cachoeira, acusado de comandar uma rede ilegal de jogos e agora o pivô da nova CPI que será instalada no Congresso.

Haddad afirmou que não trabalha "com um cálculo" sobre o impacto que uma eventual condenação de pessoas ligadas ao PT no caso do mensalão possa causar em sua campanha. Durante a visita ao Itaquerão nesta segunda ele foi acompanhado, inclusive, por um dos envolvidos no caso: o deputado José Mentor (PT-SP).

O pré-candidato negou, no entanto, que o ex-ministro tenha trabalhado nos bastidores para acertar os nomes dos coordenadores da sua campanha. "Ele não tem participado das campanhas do PT. O último contato que tivemos foi há meses."

Questionado se acreditava na absolvição do Dirceu, Haddad disse conhecer pouco sobre o processo. Outros petistas, como José Genoino e Delúbio Soares, também são réus no caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
Mensalão, eleiçõesSPHaddad

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.