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Para Ciro Gomes, Cunha é 'o maior vagabundo de todos'

Ex-ministro aproveitou o ato em que se filiou ao PDT para criticar o presidente da Câmara e comentar a condenação de Cid, que terá que pagar R$ 50 mil por ter chamado Eduardo Cunha de 'achacador'

BERNARDO CARAM, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 16h57

Brasília - O ex-ministro Ciro Gomes assinou na tarde desta quarta-feira, 16, a filiação ao PDT. Em ato na sede do partido, em Brasília ele não poupou críticas ao presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem chamou de "o maior vagabundo de todos". A fala ocorre no mesmo dia em que seu irmão Cid Gomes foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais a Cunha. No início do ano, ele afirmou em seminário que a Câmara tinha entre 300 e 400 achacadores. Depois, confirmou no plenário da Câmara o que havia dito. "(Cid) foi lá e meteu o dedo na cara desse maior vagabundo de todos, que é o presidente da Câmara", afirmou Ciro.

De personalidade tida como forte, Ciro estreou no PDT com críticas ao peemedebista. "O presidente da Câmara dos Deputados, que hoje infelizmente representa uma maioria de corruptos, é quem tem o juízo de admissibilidade do impeachment", disse, ressaltando que defende a manutenção do mandato de Dilma.

Ciro Gomes disse que seu irmão vai recorrer da decisão "porque quem fala a verdade neste País não pode ser criminalizado" e afirmou que vai analisar o despacho do juiz. "Se ele tiver julgado isso antes de procedimentos mais antigos, ele vai se explicar no Conselho Nacional de Justiça", declarou.

Sobre o atual governo, Ciro disse que Dilma padece de dois problemas: a falta absoluta de projeto e uma equipe muito ruim, a qual apelidou de "organizações Tabajara".

Em agosto, Ciro e o ex-governador do Ceará Cid Gomes, além do grupo político ligado a eles, fecharam acordo de migração do PROS para o PDT. A oficialização da ida de Cid para o partido será no dia 28 de setembro.

PDT. Durante o ato de filiação de Ciro, representantes do PDT fizeram menções sobre uma possível candidatura dele à Presidência em 2018. 

Ciro nega o anúncio com três anos de antecedência de que pode ser candidato em 2018 e diz que chega ao partido para preparar o caminho da militância. "Não entro no PDT para ser candidato a rigorosamente nada", afirmou, ponderando que pode estar habilitado a ocupar o posto. "Eu não posso ficar mentindo e dizer que não quero ser candidato, porque já fui duas vezes, mas não chego no PDT como candidato".

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