'Não é oportuno aumentar verba de gabinete', diz Garibaldi

Presidente do Senado afirma que aumento pedido pela Câmara não foi reivindicado na Casa

Elizabeth Lopes, da Agência Estado,

11 de abril de 2008 | 18h26

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou nesta sexta-feira, 11, que o momento não é oportuno para aumentar a verba de gabinete dos senadores, a exemplo do que ocorreu na Câmara dos Deputados, onde a verba dos deputados para o pagamento de seus assessores parlamentares deve ser reajustada em torno de 17%. "A verba de gabinete que a Câmara pediu não foi reivindicada no Senado e acredito que não será. Se for, pretendo levar à mesa (da Casa), mas na minha opinião o momento não é oportuno." Veja também:Chinaglia autoriza aumento em verba de gabinete Em palestra a empresários do setor de serviços na Capital, em evento realizado pela Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), Garibaldi criticou o excesso de Medidas Provisórias que tramitam na Casa e disse que elas suprimem e frustram a tentativa de debate e deixam o trabalho dos congressistas numa situação vexatória e dispensável. "Não somos contra as MPs, mas só em casos extremos. Qual a urgência na criação de uma TV pública?", indagou. O presidente do Senado também que a Casa tem uma agenda "super positiva", mas falta tirar esses projetos do papel. Aos empresários do setor de serviços, Garibaldi disse que iria conversar com os parlamentares a respeito da reivindicação de regulamentação das relações de trabalho deste setor. Os empresários aguardam há mais de oito anos a regulamentação de um projeto de lei neste sentido.  Na quinta-feira, 11, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), decidiu aumentar o valor da verba de gabinete dos deputados, que é usada para pagar o salário dos funcionários contratados livremente pelos parlamentares. Atualmente, a verba é de R$ 50.800 para cada um dos 513 deputados. Eles podem contratar de cinco a 25 funcionários, com salários que hoje variam de R$ 415,00 a R$ 8.200.  O aumento da verba de gabinete foi discutido na quinta-feira, na reunião da Mesa Diretora da Casa. Chinaglia afirmou que a intenção é dar um aumento real, além da correção da inflação verificada desde o último aumento da verba de gabinete, que foi em 2005. 

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