Não é momento de falar em CPI dos cartões, diz Garibaldi

Senador ponderou que é preciso aguardar a conclusão do levantamento que está sendo feito pela CGU

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2008 | 19h05

O presidente do Senado, senador Garibaldi Alves (RN), ao pedir uma fiscalização "competente" do governo sobre o uso dos cartões corporativos por altos funcionários públicos, afastou a possibilidade de ser criada agora uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Congresso, proposta pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). O senador ponderou que é preciso aguardar a conclusão do levantamento que está sendo feito pela Controladoria Geral da União (CGU) sobre a questão dos cartões.   Veja Também: Opine: os ministros têm de ter cartões? Ministra nega ter cometido infração ética com cartões Deputado tucano quer CPI para investigar cartões corporativos   "A CPI não pode ser uma panacéia que vá resolver todos os problemas. Daqui a pouco, todos os órgãos fiscalizadores desaparecerão para dar lugar à CPI. Por outro lado, o Congresso não pode abrir mão de investigar, achando ser necessário, um fato irregular através de uma CPI. Mas acho que o caminho ainda não é uma CPI, mas (a fiscalização por) outros órgãos, como a Controladoria", disse.   A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), seguiu na mesma linha e disse que é preciso reformular a legislação sobre o uso de cartões corporativos, tornando mais rigorosos os critérios de uso. Ela também disse preferir que o problema não seja discutido em uma CPI. "Se o objetivo é fazer o aprimoramento da lei, não precisamos de CPI", disse.   A senadora petista se posicionou contra a idéia de extinção dos cartões. "É impossível não ter algum tipo de recurso disponível para deslocamento de autoridades", alegou. Destacou que a adoção dos cartões já foi um avanço, pois, "antigamente, as pessoas (servidores públicos) recebiam dinheiro vivo".   No entender da líder do PT, "o cartão não é ruim", e sua criação "foi um avanço". O que é necessário, agora, no entender da senadora, "é uma regulamentação mais clara, com critérios mais rigorosos da sua utilização."

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