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"Não duvidem da autoridade do governo", avisa Dirceu

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, procurou hoje tranqüilizar o País afirmando que não há clima de radicalismo nos movimentos sociais, mas advertiu que o governo não terá dúvidas em aplicar a lei e que tem instrumentos para resolver os conflitos sociais pelo diálogo e pela negociação. Numa advertência aos servidores, que protestam contra a reforma da Previdência, Dirceu disse que eles têm o direito de se manifestar. "Não viole a lei e a Constituição. Não faça isso". Não duvidem da autoridade do governo. Hipótese zero de o governo tolerar qualquer abuso. Hipótese zero também de o governo abusar de sua autoridade", afirmou Dirceu. Ele defendeu o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, que acionou a Polícia Militar para reforçar a segurança da Casa, na votação da reforma da previdência, na comissão especial. Com relação aos movimentos sociais, o ministro disse que conversou pela manhã com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que informou que a situação no Estado está sob absoluto controle. Dirceu enfatizou o fato de o governo de São Paulo e o governo federal terem articulado uma ação conjunta para a solução dos problemas de invasão de terrenos e prédios. "Cada problema nós resolvemos em 24 horas, 48 horas, em uma semana. Não vamos criar um clima que não corresponde à realidade, nem minimizar a gravidade da situação social, e nem tirar a responsabilidade do governo", afirmou o ministro. José Dirceu citou também as medidas que o governo vem adotando na área social, com vistas ao crescimento, como por exemplo medidas na área do microcrédito e a redução dos juros. "Temos consciência que o País vai crescer. Estamos enfrentando uma situação adversa na área externa e os investimentos estão caindo em todo o mundo. Mas acredito que, com a aprovação das reformas nos próximos 60 dias e da Lei de Falências na semana que vem, a situação vai melhorar", disse.

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