Arthur Mota/ESTADAO
Arthur Mota/ESTADAO

'Não desconsidero prévias, mas é importante que também existam pesquisas', diz Doria

Fala do prefeito vem doisdias depois da divulgação da pesquisa da CNT, que o coloca a frente do governador Geraldo Alckmin (PSDB)

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2017 | 16h53

RIO – O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a defender, nesta quinta-feira, 21, a realização de prévias e o uso de pesquisas de opinião para escolher o candidato do PSDB para a Presidência da República em 2018. Para Doria, as prévias devem ser realizadas entre janeiro e março, após a eleição da Executiva Nacional do partido, marcada para dezembro.

Dois dias após a divulgação da pesquisa CNT/MDA, em que o prefeito aparece com baixa rejeição, Doria disse que um partido como o PSDB não pode escolher o candidato a presidente sem lançar mão das pesquisas de opinião. "Não desconsidero as prévias, mas é importante também que existam pesquisas. Não pode um partido nacional como o PSDB desconsiderar pesquisas, que têm base científica", disse Doria, pouco antes da cerimônia de abertura da Sessão Especial do Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio.

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O prefeito de São Paulo reafirmou que "a priori" não pretende disputar as prévias com o governador Geraldo Alckmin. "Estamos juntos e continuaremos juntos", reafirmou Doria, na saída do evento, ao ser questionado se poderá haver embate com Alckmin.

Apesar disso, o prefeito comemorou o resultado da pesquisa CNT/MDA.

"A manifestação de intenção foi razoavelmente boa, no caso até superior à do governador Geraldo Alckmin, o que nos enaltece, embora não diminua em nada a posição e o prestígio do governador", disse Doria, ressaltando que não se apresenta como candidato.

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Segundo o prefeito, o resultado da pesquisa divulgada terça-feira "motiva". "Me motiva, me enaltece, mas não estabelece nenhuma decisão formada sobre candidatura a Presidência da República", afirmou Doria. Para Doria, o PSDB terá que fazer as prévias para escolher o candidato entre janeiro e março porque, em dezembro, não haverá tempo hábil para eleger a Executiva Nacional e ainda realizar eleições internas.

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O prefeito também descartou sair do PSDB por enquanto. "Não é parte do pensamento neste momento. Isso não implica nenhum distanciamento em relação aos partidos que nos apoiam", afirmou Doria, lembrando que seu governo foi eleito a partir de uma aliança de 15 partidos e defendendo que a chapa presidencial também seja formada em alianças. "Seria uma postura correta do PSDB, se possível", completou o prefeito.

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