André Dusek/Estadão
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Não defendemos ampla reforma da Previdência Social, diz Gabas

Novo ministro da pasta, Carlos Gabas garante que não há risco de quebra da Previdência, mas ressalta que é preciso fazer ajustes

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2015 | 13h21

BRASÍLIA - Após cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro da Previdência, Carlos Gabas, avisou que a pasta não passará por nenhuma reformulação de grande porte nos próximos anos. "Não defendemos uma grande reforma da Previdência Social. Precisamos fazer alguns ajustes, mas de acordo com a evolução demográfica", afirmou. 

Segundo ele, não há no horizonte de hoje a possibilidade de risco de quebra da Previdência. "Mas é preciso fazer ajustes", disse em relação às mudanças apresentadas nos últimos dias e que foram encaminhadas para a apreciação do Congresso Nacional. Gabas garantiu que não há qualquer estudo no Ministério a respeito da uma mudança na idade mínima para aposentadoria e que os direitos adquiridos por aposentados e beneficiados não serão retirados. Haverá apenas, de acordo com ele, algumas alterações para que haja o fortalecimento da Previdência.

Não é justo, na avaliação do novo ministro, que sejam concedidos benefícios permanentes e no teto de pensão de morte, por exemplo, a pessoas que não contribuíram ou que fizeram apenas uma contribuição. "Hoje a lei permite isso, mas não é justo com quem contribuiu durante anos. Precisamos que a Previdência seja mais justa e sustentável, argumentou. 

Ele também se disse contra a benefícios temporários gerarem mais regalias aos beneficiários do que benefícios permanentes. "Não pode haver distorções, precisamos acabar com elas", afirmou. 

Dureza. Em seu discurso, Gabas salientou ainda que 2015 será um ano de ajustes. "O cenário internacional e o cenário fiscal nos exigem mais dureza no controle de gastos", considerou. "Temos muita tarefa pela frente", acrescentou. Ele garantiu, no entanto, que não haveria uma redução dos direitos a aposentados e pensionistas durante sua gestão. "Não deixaremos de atender à sociedade. As medidas que vão para o Congresso Nacional, entendemos que têm caráter de organizar o acesso aos direitos, de acordo com esse cenário."

Segundo o novo ministro, as alterações têm como objetivo promover a sustentabilidade da Previdência Social. Para ele, nos últimos anos, o atendimento à sociedade melhorou. "Não temos mais a situação vexatória que nos envergonhava, velhinhos e velhinhas, na chuva, dormindo em filas para ter acesso a um direito, não a um favor", lembrou. "Mas há muito o que fazer ainda", disse.

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