'Não daria audiência a Ahmadinejad', diz Marina

Entrevistada ontem no "Jornal da Globo", a candidata à Presidência Marina Silva (PV) condenou a atuação do Brasil na política externa do governo Lula em relação ao Irã e defendeu regras para o agronegócio.

CIDO COELHO, Agência Estado

02 Setembro 2010 | 03h42

Para Marina, o Brasil tem que dar continuidade à ''cultura de paz'' e que o País não pode fazer nenhum movimento contra a relação pacífica entre os povos. Ao mesmo tempo, a candidata verde criticou a forma como foi feito o diálogo com o Irã, que segundo ela, está contra os princípios da defesa da democracia e dos direitos humanos.

"Com certeza não daria a audiência que foi dada a Ahmadinejad, que causou um estranhamento nas democracias ocidentais", ponderou Marina, referindo-se à atual política de aproximação do Brasil em relação ao Irã de Ahmadinejad.

Em relação ao agronegócio, Marina Silva defendeu regras para a exploração dos recursos naturais e mais investimento em tecnologia. Ela cita como exemplo as tecnologias aplicada na agricultura e na pecuária no Estado do São Paulo.

"Aqui em São Paulo a produção agrícola e a produção de carne têm altíssima tecnologia. Por que não pensar em fazer o mesmo na Amazônia? Por que quando é o cerrado, a Amazônia, o Pantanal, a caatinga, as pessoas acham que podem fazer de qualquer jeito?", indagou.

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