Não creio em CPI exclusiva, mas 'não sou coveiro', diz Garibaldi

Senador diz não acreditar em procedimentos que assegurem a instalação da CPI dos cartões só na Casa

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2008 | 18h51

O presidente do Senado, senador Garibaldi Alves, disse nesta quinta-feira, 17, que não acredita na adoção de procedimentos capazes de garantir a instalação da CPI exclusiva do Senado criada para investigar denúncias de mau uso de cartões corporativos da Presidência da República. Ele afirmou que, como houve "um certo avanço" na CPI Mista dos cartões corporativos, "a instalação da outra (a exclusiva) não será cobrada pela oposição."   Garibaldi, apesar de prever o esvaziamento da comissão exclusiva do Senado, fez questão de antecipar que não vai trabalhar para enterrá-la: "Não sou coveiro de CPI", disse. "Pelo contrário. Acho que o nascimento de uma CPI é salutar. O que aconteceu é que ela veio tratar do mesmo objeto de uma CPI já criada (a mista), e eu considero isso redundante, e não ia ter a eficácia desejada."   Sobre a decisão do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), de aumentar de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil o valor da verba de gabinete dos deputados, Garibaldi disse que não recebeu, até agora, nenhum tipo de pressão para conceder reajuste semelhante no Senado.   A uma pergunta sobre o risco de repercussão negativa do aumento na imagem do Legislativo, o presidente do Senado desconversou. Disse que, da sua parte, tem contribuído para a recuperação dessa imagem: "Ninguém está reivindicando nada aqui (no Senado), graças a Deus. Tenho tentado contribuir com minhas iniciativas para melhorar a imagem do Senado. O exame dos problemas da Casa de lá, vizinho, eu não tenho nada a dizer."   Garibaldi elogiou a proposta de mudança nas regras das MPs, mas fez ressalvas à forma como foi mantido o mecanismo de trancamento da pauta por medidas provisórias. (Para a pauta ser destrancada é preciso, de acordo com a proposta, que isso seja aprovado em votação por maioria simples). "A questão do trancamento não está bem resolvida", disse Garibaldi. "Era preciso ter um mecanismo mais democrático, para não permitir que a MP ficasse ali, no primeiro lugar da pauta. Por mim, ela não teria esse primeiro lugar, francamente."

Tudo o que sabemos sobre:
CPI dos cartõescartões corporativos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.