Pedro França / Agência Senado
Pedro França / Agência Senado

'Não considero justa a crítica de Renan porque CPI recebeu todo meu apoio', diz Pacheco

Relator da comissão cobrou publicamente apoio dos presidentes do Senado e da Câmara; integrantes esperavam um apoio mais enfático ao senador Omar Aziz

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2021 | 18h42

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), rebateu a crítica feita pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), que cobrou apoio do chefe do Legislativo à investigação. Pacheco afirmou que tem dado suporte ao funcionamento da CPI e que espera uma conclusão "justa" dos trabalhos.

Mais cedo, Renan Calheiros cobrou publicamente apoio dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL). O chefe do Legislativo tem sido pressionado a ler o requerimento de prorrogação da CPI, o que garantiria o funcionamento por mais 90 dias.

Pacheco admitiu a extensão do prazo, mas insiste em cumprir o ato formal apenas no final do prazo inicial. A CPI encerra os trabalhos no dia 7 de agosto. Se não houver recesso formal no Congresso, cenário mais provável no momento, o término será adiantado para o dia 25 de julho. Por isso, senadores cobram a prorrogação.

"Eu não considero justa (a crítica) porque a Comissão Parlamentar de Inquérito, como órgão do Senado Federal, recebeu todo meu apoio, inclusive material mesmo, de sessão da sala, de permitir que se funcionasse da melhor forma. Não há da minha parte qualquer interferência nos trabalhos da comissão Parlamentar de Inquérito", disse Pacheco em entrevista coletiva no Senado.

A insatisfação de senadores com Pacheco aumentou após o Ministério da Defesa e os comandantes das Forças Armadas divulgarem uma nota criticando o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). Integrantes da comissão esperavam um apoio mais enfático de Pacheco ao senador. O chefe do Legislativo afirmou que a nota foi fruto de uma interpretação errada sobre o comentário de Aziz, que não seria generalizado a todos os militares quando falou que o "lado podre" das Forças estava envolvido em "falcatruas do governo".

Pacheco conversou com o ministro da Defesa, Braga Netto, e o comandante do Exército, general Paulo Sérgio de Oliveira, na tentativa de pacificar o clima entre o Senado e as Forças Armadas. Ele afirmou que ainda vai procurar os comandantes da Aeronáutica e da Marinha para eliminar dúvidas e consolidar uma "pacificação". Em entrevista ao jornal O Globo, o chefe da Marinha, Carlos Almeida Baptista Junior, afirmou que a nota foi "defesa institucional" e não ameaça de golpe. "Homem armado não ameaça. Não vamos ficar aqui ameaçando '', disse o militar.

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