Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

'Não confundam as prisões de Cabral e Cunha com a de Garotinho', diz Rosinha

Ex-governadora disse que o marido está sendo injustiçado por 'pessoas que não gostam da gente'

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2016 | 11h12

RIO - A ex-governadora do Rio Rosinha Garotinho (PR), mulher do ex-governador Anthony Garotinho (PR), preso no complexo de Bangu, chegou por volta das 9h30 desta sexta-feira, 19, ao conjunto de presídios, na zona oeste do Rio. Apesar de não ser dia de visitas para presos internados na unidade de saúde do complexo, a também prefeita de Campos dos Goytacazes aguarda o advogado do marido na porta do presídio, junto com Vladimir, filho do casal.

Aos jornalistas, Rosinha, demonstrando abatimento, disse que foi levar remédios para o ex-governador. Ela não quis comentar como o marido passou a noite, tampouco deu informações sobre seu estado de saúde. "Quero dizer para a população que não confundam a prisão de Sérgio Cabral e de Eduardo Cunha com a dele. Quem denunciou tudo isso foi o Garotinho. Ele não está envolvido nessas coisas. O que estão fazendo com ele é uma injustiça, uma birra local de pessoas que não gostam da gente", afirmou.

A prefeita voltou a dizer que responsabilizará eventual piora na saúde do marido ao juiz Glauce Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, de Campos dos Goytacazes, que autorizou a transferência de Garotinho do hospital para Bangu. "Ele deveria estar em uma unidade coronariana. Se acontecer alguma coisa com ele, o juiz será responsabilizado porque, primeiro, ele está com problema de saúde e precisa do exame. Segundo, ele foi governador e secretário de segurança, e os principais bandidos que estão aqui foi ele quem prendeu. Ele não é bandido para estar aqui", defendeu.

Durante a entrevista, mulheres de presos manifestaram-se a favor da prisão de Garotinho e do também ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), que chegou a Bangu na quinta-feira, 17. Nem Garotinho nem Cabral poderão receber visitas nesta sexta-feira, 18, porque, para isso, é preciso que familiares passem por um cadastramento, o que, segundo familiares de presos do local, pode levar cerca de um mês para ficar pronto. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.