Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Não acredito que algum ministro queira ir para a Turma da Lava Jato, afirma Marco Aurélio

Ministro descartou a possibilidade de migrar da 1ª para a 2ª Turma da Corte, que vai julgar as ações da operação, e disse acreditar que nenhum dos colegas deseja fazer a transferência

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2015 | 20h29


Brasília - O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), descartou a possibilidade de migrar da 1ª para a 2ª Turma da Corte e disse acreditar que nenhum dos colegas deseja fazer a transferência. Nesta terça-feira, os ministros da 2ª Turma, que irá julgar a maior parte dos casos da Lava Jato, articularam uma solução interna que deve impedir que o novo ministro indicado por Dilma Rousseff integre o colegiado.

Os ministros da 2ª Turma fizeram um "apelo" aos colegas do Tribunal para que se ofereçam para reforçar o grupo. A 2ª Turma tem uma cadeira vazia desde a aposentadoria de Joaquim Barbosa. Pelo regimento da Corte, a preferência no caso de mudança de Turmas é do mais velho do grupo, que no caso é Marco Aurélio. "Na 1ª Turma, os integrantes estão em comunhão. Eu não acredito que alguém queira ir para lá (2ª), muito menos para preparar o quórum da Lava Jato", disse o ministro, questionado sobre o assunto. Segundo os ministros da 2ª Turma, a intenção é evitar empates e também barrar uma possível indicação "ad hoc" para a Corte - ou seja, para julgar especificamente um caso: a Lava Jato.

Além de Marco Aurélio, fazem parte da 1ª Turma, em ordem decrescente de antiguidade, os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.

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