Não abro mão da presidência da CPI, diz senadora tucana

Bancada do PT na Câmara está descontente com acordo e quer redefinir cargos da CPI dos cartões corporativos

Andréia Sadi, do estadao.com.br

28 de fevereiro de 2008 | 14h20

Indicada pelo PSDB, a senadora Marisa Serrano(MS)não abrirá mão da presidência da CPI dos cartões corporativos, informou sua assessoria ao estadão.com.br. "Não faz sentido, o PT não pode influenciar no acordo que foi definido pelo governo e PSDB ontem", disse. Líderes têm até terça-feira para indicar os integrantes da comissão, formada por onze deputados e onze senadores.   Na quarta, o líder do governo no Senado fechou acordo com os tucanos e cedeu a presidência da comissão ao PSDB. A relatoria continua com o governo, sob comando do deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ). Descontente, a bancada do PT na Câmara dos Deputados ainda não fechou posição sobre o acordo e quer rediscutir o comando.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Jarbas recusa convite do PSDB para presidir CPI dos cartões Após leitura, Senado instala CPI mista dos cartões  Acordo dá presidência da CPI mista dos cartões ao PSDB   Após reunião na noite, o líder do partido, Maurício Rands (PE), afirmou que "a bancada está reexaminando a melhor posição a tomar". E explicou: "Até uma certa altura, tínhamos um cenário de respeito à regra da proporcionalidade das bancadas. Essa é a regra do jogo que foi aplicada nas últimas CPIs realizadas. Agora, a posição da base do governo no Senado é diferente e compreendemos as dificuldades."   Segundo Rands, "quando a bancada fez a indicação do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) para a relatoria era um contexto em que iria prevalecer a regra da proporcionalidade das bancada no comando da CPMI, onde o PMDB ficaria com a presidência e o PT, com a relatoria - agora, a situação é outra".     Prazo   Oposição e governo vêm negociando há três semanas a composição da comissão que prevê investigar os gastos com cartões corporativos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. O acerto da véspera pareceu colocar um ponto final nas pressões por cargos, que agora o PT vem questionar. Uma hipótese é que o partido não tenha sido consultado sobre o acerto do PMDB com a oposição.   "Parece até uma briga menor, um quer ser o presidente, o outro diz que quer a relatoria. Não passa seriedade para quem vai investigar. Pelo que eu sei, não tem nenhuma criança aqui", reagiu o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).     (Com Agência Brasil e Reuters)

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