Nanicos de SP querem política salarial para professores

Mesmo sendo oponentes no campo político, os pré-candidatos Celso Russomanno (PRB), Paulinho da Força (PDT) e Soninha Francine (PPS) compartilham propostas para a Educação em São Paulo. O aumento no número de vagas em creches e a revisão na política salarial dos professores são bandeiras defendidas pelos três. As propostas dos candidatos não visam rever a estrutura educacional do município, apenas reforçam pontos específicos.

GUILHERME WALTENBERG E DAIENE CARDOSO, Agência Estado

29 de junho de 2012 | 16h56

Para Soninha Francine, a falta de vagas em creches é um "desespero diário para milhares de mães". Para solucionar o problema, ela defende que, na ausência de vagas públicas, a Prefeitura pague instituições privadas para mães com baixa renda deixarem suas crianças. Paulinho da Força também defende a ideia: "Faltam mais de 130 mil vagas, faria convênios com ONGs e empresas para colocar milhares de crianças nas creches."

Em outra direção, Russomanno afirma que a solução para a falta de vagas seria a verticalização das creches existentes. "Um andar a mais já resolveria o problema", assegura.

Outro ponto de intersecção das propostas é a questão salarial dos professores. Os três defendem aumentos, mas divergem em como fazê-lo. Paulinho afirma que avaliaria "com calma" a questão, mas defende a medida. Para Russomanno, o aumento viria a partir do segundo ano de governo. "Tem que observar o orçamento para saber quanto é possível aumentar, mas não tem muita mobilidade para mexer no orçamento no primeiro ano, que é herdado do último prefeito", afirma. Soninha se posiciona a favor de aumentos como maneira de "reconhecer o talento" dos profissionais. Nenhum deles, no entanto, apresentou dados específicos sobre valores.

Fim da Progressão

Russomanno e Paulinho colocam entre suas prioridades o fim da progressão continuada, sistema que não prevê a reprovação do aluno no fim do ano, instituído no Estado pelo governo do PSDB. Russomanno defende que a escola deve ter "recuperação" de alunos com dificuldade ao longo do ano. "Não quero trabalhar com reprovação e sim com acompanhamento do aluno. É uma recuperação integral, diária", defende. Para o candidato, isso ajudaria, inclusive, a reduzir a evasão escolar. "Evasão escolar está diretamente ligada ao acompanhamento", reforça. Paulinho é a favor da aplicação de provas para passar de ano.

Tanto Paulinho quanto Russomanno defendem aumento no tempo em que as crianças passam nas escolas. Russomanno afirma que em uma eventual administração sua, os alunos estudariam em período integral. Em sua proposta, eles teriam aulas de arte e artesanato, além das matérias convencionais. Paulinho afirma que aumentaria em, ao menos uma hora, o tempo de permanência nas escolas e que transformaria os CEUs em escolas de período integral. "(As aulas) intercalariam esporte e cultura, porque eu não acredito que a criança poderá ficar 9 horas parada lendo", diz.

Para Soninha, o espaço físico das escolas precisa apresentar "estado impecável de conservação". "Senão, não adianta dar aula de higiene se não tem instalações como torneira para ensinar a lavar a mão", diz. Ela também afirma que reforçaria a preparação dos professores para lidar com crianças que sofrem bullying e violência doméstica. "Assim como tem que ter uma cidade saudável tem que ter uma cidade educadora. Como (a cidade) respeita, ela inspira o respeito entre todas as diversidades", prega.

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