Nanicos de SP defendem via rápida para Saúde

Ao analisar a rede pública de saúde municipal, os candidatos Soninha Francine (PPS) e Paulinho da Força (PDT) não poupam críticas à longa fila de espera para receber atendimento. Para os postulantes à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), é preciso adotar uma espécie de via rápida para melhorar as condições do serviço.

DAIENE CARDOSO E GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

25 de julho de 2012 | 15h39

Soninha defende a ideia da realização de mutirões de especialidades, "a fim de retirar o atraso". E relata sua experiência pessoal: "Tive um problema de pele e marquei (consulta) com um clínico geral, era outubro e eu teria de esperar até fevereiro pela consulta, na qual receberia encaminhamento ao dermatologista. Nesse meio tempo, o Hospital das Clínicas fez um mutirão de dermatologia, que resolveu meu problema." Para ela, é inconcebível "esperar meses pela consulta, depois meses para o exame e meses para o retorno". "Enquanto isso, coisas simples se tornam mais complicadas", opinou.

Para reduzir a espera, o candidato Paulinho defende que a Prefeitura alugue ao menos três mil leitos da rede privada de hospitais. "Isso resolveria o problema de sobrecarga do sistema", argumenta o pedetista. Além disso, ele propõe dobrar o efetivo do programa Saúde da Família - "que seria integrado às UBS (Unidade Básica de Saúde)" e passaria a contar, além de clínicos gerais, com pediatras e ginecologistas. Outra sugestão do candidato é transferir a administração dos postos de saúde para o subprefeito da região. "Ele teria a responsabilidade de cuidar da saúde, educação e outros serviços locais", prega.

Ampliação

Apesar de defenderem a agilização do sistema, os candidatos divergem na forma que propõem melhorias para a estrutura do sistema de saúde. Para Soninha, existem três pontos a serem analisados na ampliação dos centros de saúde: prédios, equipamentos e mão de obra. "Em cada situação tem que ver o que está faltando. Às vezes é o equipamento, o prédio e às vezes é o recurso humano, que é o mais difícil", resumiu. Para resolver o problema da falta de médicos, ela defende a criação de bolsas de estudo para jovens que queiram estudar medicina. "A prefeitura pode oferecer bolsas de estudo para reverter os problemas da falta de mão de obra nessas áreas", sugere.

Paulinho também aponta a falta de médicos como uma das deficiências da rede de saúde e, mesmo sem propor uma solução para o déficit, ele sugere a criação de uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) por distrito na cidade. "Faria uma AMA em cada distrito da cidade, num total de 80 AMAs", afirma o candidato.

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