Nanicos ampliam vantagem de Dilma na TV

Com adesão do PSC e do PTC a sua aliança, petista terá 42% do tempo da propaganda dos presidenciáveis, enquanto Serra ficará com 29%

Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 21h00

 

SÃO PAULO - Com a adesão de dois partidos nanicos à sua coligação, a petista Dilma Rousseff ganhou ontem 25 segundos no horário eleitoral gratuito e ampliou sua vantagem em relação ao tucano José Serra. Ela terá 42% do tempo destinado à propaganda dos presidenciáveis, e ele, 29%.

 

Graças aos reforços de última hora do PSC e do PTC - e com a provável desistência do candidato do PCB -, Dilma terá 10 minutos e 30 segundos em cada bloco de 25 minutos no rádio e na TV. Já Serra ficará com 7 minutos e 11 segundos no chamado palanque eletrônico. Marina Silva, do PV, terá 1 minuto e 17 segundos.

 

Os presidenciáveis ocuparão a televisão às terças, quintas e sábados, das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. Além disso, eles aparecerão em inserções de 30 segundos ao longo da programação das emissoras - nesse caso, também vale a distribuição proporcional de 42% para Dilma e 29% para Serra.

 

O tempo é dividido com base em dois critérios: 1/3 igualmente entre todos os candidatos e 2/3 de acordo com o tamanho das bancadas de cada coligação na Câmara dos Deputados.

 

Com os dois maiores partidos da Câmara ao lado de Dilma - o PMDB e o PT -, Serra procurou atrair dois partidos governistas para sua campanha, o PTB e o PP. Obteve sucesso apenas no primeiro caso. Dividido, o PP acabou neutro na disputa.

 

No leilão de segundos que envolveu os pequenos partidos, Serra perdeu o PSC na reta final. O partido já havia aprovado o apoio ao tucano em convenção, mas recuou após assédio de emissários governistas.

 

O candidato do PSDB também conquistou o apoio de um nanico nos últimos dias - o PT do B. A contribuição do partido, porém, foi ínfima: 2 segundos.

 

Os cálculos feitos pelo Estado levam em conta um cenário com 10 candidatos à Presidência. A distribuição do tempo pode mudar se algum deles abandonar a disputa. Nos últimos dias, dois saíram do páreo: Mário de Oliveira (PT do B) e Ciro Moura (PTC). Além disso, Ivan Pinheiro (PCB) distribuiu nota em que sinalizou o apoio a Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL.

 

Oliveira ficou contrariado com a adesão de seu partido a Serra. "Não deu para superar os ‘outros’ interesses envolvidos", escreveu ele no Twitter. Já a desistência de Moura se deveu a um acordo regional. Segundo líderes do PTC, ele deve ser candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Celso Russomano (PP).

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