Namorada de PC Farias comprou arma dias antes do crime, diz testemunha

Durante julgamento, empresária afirma ter vendido revólver para Suzana Marcolino por R$ 350

Carlos Nealdo - Especial para O Estado

07 de maio de 2013 | 17h25

MACEIÓ - A namorada de Paulo César Farias, Suzana Marcolina, comprou um revólver dias antes da morte do casal, de acordo com depoimento da empresária Mônica Aparecida Calheiros, durante o segundo dia de julgamento, nesta terça-feira, 7. A arma foi vendida por R$ 350.

 

Na época, Mônica era dona de um restaurante frequentado pela namorada de PC Farias e, em depoimento, relatou ter sido procurada por uma "pessoa" na época do crime, em junho de 1996. "Ganhei o revólver do meu marido e, como não o utilizava, tive a ideia de repassá-lo", disse a testemunha. Segundo ela, Suzana fez o pagamento em cheque e testou o revólver no mesmo dia em que comprou a arma, numa área isolada do restaurante.

 

Até o momento, nessa terça, sete testemunhas já foram ouvidas no julgamento dos quatro policiais acusados de envolvimento na morte do casal. Ao todo, 20 pessoas devem depor e a expectativa é de que a sentença seja anunciada na quinta-feira, 9.

 

Pela manhã, o irmão de PC Farias, o ex-deputado Augusto Farias falou aos jurados e negou ter envolvimento com o crime. Para a família de Suzana Marcolino, Augusto Farias seria o mandante do assassinato do irmão. O ex-deputado chegou a ser indiciado, mas o inquérito foi arquivado em 2002 por falta de provas.

 

O crime. PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos a tiros no dia 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, em Guaxuma, no litoral Norte de Alagoas. A tese sustentada pela defesa é a mesma da polícia alagoana, de que Suzana matou PC Farias e depois cometeu suicídio.

 

Já o Ministério Público acredita em duplo homicídio e acusa os quatro réus de coautoria do crime e omissão, já que faziam a segurança do local onde o casal morreu. Para a promotoria, a morte de PC Farias foi "queima de arquivo". O empresário foi tesoureiro da campanha de Fernando Collor (PTB), era réu em processos por crimes financeiros e foi o centro das denúncias de corrupção que resultaram no impeachment de Collor.

 

 

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