Namíbia recebe navio brasileiro

Cooperação militar rende exportação de US$ 26,5 mi

Roberto Godoy, O Estadao de S.Paulo

15 de janeiro de 2009 | 00h00

A Marinha da Namíbia recebe amanhã, em Fortaleza, o navio-patrulha Brendan Simbwaye, de tecnologia brasileira - o primeiro produto desse tipo fabricado para o mercado externo. O valor do contrato, cumprido pelos estaleiros Inace, é estimado em US$ 26,5 milhões. A Força Naval da Namíbia mantém uma encomenda adicional de ao menos três lanchas rápidas de vigilância desenvolvidas no Brasil.O Brendan é da mesma classe Grajaú, de 12 unidades, que equipa parte da frota patrulheira nacional. Desloca 217 toneladas em condição de emprego e mede 46,5 metros. É rápido: pode manter velocidades na faixa dos 50km/hora. Bem armado, leva um canhão de 40mm e metralhadoras 20mm, controlados eletronicamente e dotados de sistema de tiro rápido. A equipagem de 31 tripulantes - 5 oficiais, 26 praças - pode permanecer em missão por dez dias, dentro de um raio de 4.400 quilômetros.A cooperação bilateral na Defesa, iniciada em 1994, se dá essencialmente por meio da Marinha. Cerca de 200 militares enviados pela Namíbia passaram, no Brasil, por cursos de formação e aperfeiçoamento.Em 2004 a corveta brasileira Purus, depois de passar por ampla reforma, foi doada para servir à formação da esquadra militar namibiana.Os Ministérios da Defesa dos dois países assinaram acordos pelos quais o Comando da Marinha brasileiro fica responsável pela construção de uma base naval no porto de Walvis Bay e pelo levantamento hidrográfico da baía. O pacote prevê a aquisição gradativa de navios de maior porte e poder de fogo. Parte do novo investimento deve ser financiado pelo BNDES, nos termos propostos pelo Plano de Defesa Nacional para estimular a indústria de sistemas militares. A Namíbia tem 2,2 milhões de habitantes e uma das maiores reservas de gás do mundo: 60 bilhões de m³. A Petrobrás é parceira.

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