Nahas só recorrerá de prisão depois que PF ouvir acusados

Informação é do advogado do megainvestidor; Nahas foi preso na terça, acusado de liderar organização

Agência Brasil

09 de julho de 2008 | 18h02

O advogado do megainvestidor Naji Nahas, Sérgio Rosenthal, afirmou nesta quarta-feira, 9, ao sair da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, que só vai entrar com recurso pedindo a soltura de seu cliente depois que todas as pessoas presas na Operação Satiagraha. Forem ouvidos no inquérito que apura os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de dividas e formação de quadrilha.   Veja também: Enquete: Você concorda com Tarso?  STF adia decisão sobre liberdade de Dantas PF abre sindicância sobre suspeita de excessos na Satiagraha Leia a íntegra da decisão  Imagens da Operação Satiagraha Dirceu condena 'espetacularização' da PF Opine sobre a prisão de Dantas, Nahas e Pitta  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Mulher de Dantas era 'laranja', aponta Coaf PF prende Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta Dantas ofereceu suborno de US$ 1 milhão para escapar da prisão, diz MP Entenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas Os 40 do mensalão   Nahas foi preso na terça-feira, em São Paulo. Ele é acusado de liderar uma das duas organizações acusadas de envolvimento nesses crimes. O outra, segundo a PF, é comandada pelo banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, detido nessa terça-feira no Rio de Janeiro e transferido para São Paulo. O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta também está entre as pessoas presas pela Polícia Federal.   Rosenthal informou conversou com Nahas. De acordo com ele, seu cliente está bem e ciente de seus direitos. "Lamentamos, mais uma vez, porque entendemos ser desnecessária a prisão temporária (de Najas). Bastaria que fosse convocado e ele estaria aqui à disposição da autoridade (policial)."   Ele espera que Nahas seja ouvido o mais breve possível e, logo em seguida, posto em liberdade. "Há uma série de suposições feitas contra ele, mas nós não tivemos acesso aos autos", reclamou o advogado.

Tudo o que sabemos sobre:
Operação Satiagraha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.