?Nada a declarar?, diz família Maluf ao MP sobre contas na Suíça

Familiares do candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, recusaram-se hoje a responder às perguntas que lhes foram feitas por promotores de Justiça responsáveis pela investigação sobre contas milionárias atribuídas ao ex-prefeito na Suíça. Dois filhos do ex-prefeito, Flávio e Lígia Maluf, uma nora (Jacqueline Coutinho, casada com Flávio) e um genro (Maurílio Curi, casado com Lígia) compareceram à Promotoria de Justiça da Cidadania acompanhados de advogados, mas recorreram ao ?nada a declarar? a cada indagação dos promotores Silvio Marques e Sérgio Sobrane. Fotos de Sebastião Moreira e Evelson de Freitas A filha Ligia e o genro Maurilio. O filho Flavio A nora Jaqueline Os promotores exibiram aos Maluf cópias de documentos que o Tribunal de Genebra mandou para o Brasil ? papéis que indicam a existência das contas ?, mas mesmo assim eles preferiram o silêncio. A Flávio Maluf foi mostrada cópia de seu passaporte, que ele teria apresentado em banco suíço para abrir conta. O filho mais velho do ex-prefeito não se pronunciou. Os promotores também fizeram perguntas sobre oito empresas e fundações que realizaram movimentações financeiras em Genebra e em Zurique, das quais os filhos, o genro e a nora de Maluf seriam beneficiários ? White Gold Foundation, Durant International Corporation, Pérolas Negras Foundation, Timeless Investiments Limited, Alyka Foundation (sucessora de Línea-Li Foundation), Abutera Foundation e Lindsay Limited. Sérgio Sobrane, um dos promotores, disse que até o fim de agosto o Ministério Público deverá propor perante a Justiça de São Paulo ação civil de responsabilidade por improbidade administrativa contra Maluf. Os promotores suspeitam que as contas do ex-prefeito teriam sido abastecidas com recursos supostamente desviados de obras públicas, contratadas durante a gestão de Maluf (1993-1996). No final da tarde, a assessoria de impresa de Maluf divulgou nota sobre o depoimento de seus familiares, na qual mais uma vez o Ministério Público é acusado de estar a serviço de um partido político., A seguir leia a íntegra da nota: "Os depoimentos de membros da família de Paulo Maluf no Ministério Público não passam de manobra de constrangimento forçado e de mais um lance da disputa eleitoral deste ano, que um promotor do Ministério Publico de São Paulo promove a serviço de algum partido". Hélio Mauro Armond Assessor de Imprensa de Paulo Maluf"

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