Na véspera do julgamento do mensalão, Lula elogia PT

Ao inaugurar usina de biodiesel, presidente lembra 'esforços que resultaram na criação do partido'

Clarissa Oliveira ,

21 de agosto de 2007 | 18h55

Apenas um dia antes do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar a análise das denúncias referentes ao escândalo do mensalão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta terça-feira, 21,  o PT e lembrou os esforços que resultaram na criação do partido.   Veja também:   Quem são os 40 do mensalão  Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram  Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão  Veja o flagra de Marinho          Ao inaugurar uma usina de biodiesel em Lins, no interior paulista, Lula decidiu adiar por alguns minutos a leitura do discurso preparado por sua assessoria para destacar que a cidade foi sede de um congresso de metalúrgicos em 1979, no qual o partido começou a ser idealizado.   "Foi nesta cidade, em 1979, em um congresso de metalúrgicos, que nós tivemos a grata idéia de fundar o Partido dos Trabalhadores", disse Lula, para uma platéia recheada de empresários como o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, e o presidente da Nestlé, Ivan Zurita. Voltando-se a petistas que acompanhavam seu discurso, o presidente emendou: "Foi aqui, nesta cidade, que nasceu a idéia de criar um partido que, em apenas 20 anos, chega à presidência da República".   A fala de Lula ocorre na véspera do início de uma maratona de três sessões no STF, nas quais o tribunal definirá se aceita ou não as denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República sobre o esquema de caixa dois de campanha deflagrado em 2005.   Na usina inaugurada nesta terça-feira, comandada pelo grupo Bertin, Lula cercou-se de petistas de peso.   Na comitiva, estavam presentes o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, além da primeira-dama Marisa Letícia e dos ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Aguardado na cerimônia, o governador de São Paulo, José Serra, cancelou a presença na última hora.   Sucessora de Dirceu na Casa Civil, Dilma foi alvo de elogios por parte do presidente. Em um discurso focado nos biocombustíveis e nos avanços da economia brasileira, Lula lembrou que a ministra foi responsável por coordenar a implantação do novo marco regulatório do setor energético, que, segundo ele, serviu de base para uma política de biocombustíveis no País.   Protesto   Mesmo tendo ocorrido longe dos olhos de Lula, um novo protesto se somou à série de manifestações que ocorridas nos últimos meses em viagens do presidente pelo País. Dessa vez, um grupo de sem-terra fechou a pista da BR-153, na altura do km 151, pouco após as 9 horas, para cobrar a realização de assentamentos na região. No dia anterior, o grupo já havia barrado o tráfego na rodovia com base na mesma pauta de reivindicações.   De acordo com Adauto Aparecido, um dos participantes do protesto, estavam presentes cerca 100 famílias hoje instaladas no acampamento Simão Bolívar. Apesar da manifestação, o líder sem-terra José Rainha Junior e outros militantes do MST receberam Lula com aplausos em seu desembarque no aeroporto de Lins.

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