Na TV, Serra mantém crítica a quebra de sigilos

A propaganda apresentada na tarde de hoje (11) no horário eleitoral gratuito da TV pelo candidato do PSDB, José Serra, voltou a explorar o caso da quebra de sigilo fiscal de familiares do ex-governador e de pessoas ligadas ao partido. A inserção repetiu depoimento de Serra dizendo estar "indignado" com o episódio do vazamento de dados fiscais da filha Verônica e do genro, o empresário Alexandre Bourgeois. "Os suspeitos são ligados ao PT e diante de tudo isso, até agora, a campanha e o governo do PT debocham das vítimas e até insinuam que elas são culpadas. E a pessoa que deve explicações ao Brasil se esconde atrás de ministros e até do presidente da República", afirmou, referindo-se à adversária Dilma Rousseff.

EQUIPE AE, Agência Estado

11 de setembro de 2010 | 14h45

No restante da inserção, o tucano deu destaque a iniciativas na área de transporte da época em que foi governador de São Paulo. "O transporte é ruim e o governo federal ajuda pouco ou não ajuda", criticou, prometendo em seguida construir 400 quilômetros de metrô em 13 cidades do País.

A propaganda de Dilma não abordou o episódio de quebra de sigilos na Receita Federal. Foi reapresentada a peça em que, embalada pelo jingle que a coloca como herdeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - "deixo em tuas mãos o meu povo" -, Dilma fala de realizações do atual governo pelo Brasil e assume o compromisso de dar continuidade às iniciativas. A propaganda mostrou imagens da petista em todas as regiões do País, com destaque para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como a Via Expressa Baía de Todos os Santos (Bahia), o Parque Eólico de Osório (Rio Grande do Sul) e o Trecho Sul do Rodoanel (São Paulo). Dilma promete, em um eventual novo governo do PT, criar 6 mil creches e pré-escolas, 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 2 milhões de moradias.

A candidata do PV, Marina Silva, pediu voto para ir ao segundo turno e repetiu as críticas aos adversários apresentadas na propaganda de quinta-feira. "Estão tentando fazer dessa eleição um ringue, onde as duas grandes forças que estão aí ficam brigando para se eternizar no poder", criticou, dizendo que ambos defendem um desenvolvimento sem responsabilidade. "O pior é que são iguais", afirmou.

Entre os outros candidatos, Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, criticou o agronegócio em detrimento da agricultura familiar. Rui Costa Pimenta, do PCO, disse que a Petrobras é um "símbolo brasileiro contra a espoliação estrangeira". Zé Maria, do PSTU, defendeu a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais.

Eymael, do PSDC, pregou desenvolvimento com sustentabilidade. Levy Fidelix, do PRTB, repetiu que "os três ou quatro" candidatos que "pesquisas fajutas" colocam à frente na disputa eleitoral não vão mudar a vida do povo. E Ivan Pinheiro, do PCB, criticou o capitalismo dizendo que é um sistema que precisa de guerras para sair da crise.

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