Na TV, Serra e Haddad centram programa em parcerias da saúde

Tucano repete discurso de que adversário mudará gestão do setor e petista nega que romperá contratos

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

23 de outubro de 2012 | 14h14

O debate em torno da manutenção ou rompimento das parcerias da Prefeitura de São Paulo com as Organizações Sociais da Saúde (OSS), que administram hospitais e unidades de saúde na cidade em parceria com o poder público, deu o tom do programa eleitoral na televisão, exibido entre 12h e 12h20, nesta terça-feira, 23. O candidato do PSDB à Prefeitura, José Serra, manteve a linha de ataques ao petista Fernando Haddad, dizendo que ele romperia as parcerias com essas instituições. "Com Haddad, a saúde muda para muito pior", afirmou um narrador no programa. Por outro lado, Haddad negou que irá romper essas parcerias, afirmando que Serra pretende "desviar a discussão" ao dizer isso.

O programa tucano mostrou dados sobre a quantidade de atendimentos realizados na rede pública de saúde por meio dessas parcerias, dizendo que elas foram responsáveis por um "salto" nas condições de atendimentos na saúde. "Com as parcerias, a saúde de São Paulo deu um salto de quantidade e qualidade. Ano passado, só as organizações sociais fizeram 17 milhões de consultas, 50 mil cirurgias, 10 mil partos", disse um narrador. O programa também mostrou vídeos de Haddad e do deputado federal petista Jilmar Tatto se posicionando de maneira crítica às parcerias.

A propaganda do candidato tucano também fez comparações na área de educação entre as gestões atual e da petista Marta Suplicy na capital paulista. Após exaltar o fim das "escolas de lata", citaram aumento no investimento na área: "Antes a Prefeitura investia R$ 3 bilhões por ano (na educação), hoje, mais de R$ 9 bilhões", disse o narrador. "No tempo do PT, os professores perderam para a inflação, com Serra e Kassab, tiveram aumento real e hoje o piso é maior que nas universidades federais", emendou.

O petista Fernando Haddad iniciou seu programa respondendo às críticas dos tucanos. "É bom que duas coisas fiquem claras. Primeiro não vou acabar com as parcerias da Prefeitura com as Organizações Sociais da Saúde. Segundo, Serra fala isso para desviar a discussão de uma decisão vergonhosa de seu partido, a tentativa de privatizar 25% dos leitos do SUS", disse o petista. "Com isso os tucanos, que não construíram os três hospitais que prometeram, ainda querem tomar 800 leitos dos pobres. É um absurdo. Não vou permitir", concluiu.

Haddad também repetiu trechos do programa de segunda-feira, 22, que intercala projetos para as áreas de educação, saúde, segurança, planejamento para a Copa e finanças com depoimentos dos ministros do governo Dilma Rousseff, sua correligionária, em cada um dessas áreas. Apareceram os ministros Miriam Belchior, do Planejamento, Guido Mantega, da Fazenda, Aloizio Mercadante, da Educação, José Eduardo Cardozo, da Justiça e Alexandre Padilha, da Saúde. Haddad também adotou um discurso conciliatório com o governo do Estado, administrado pelo PSDB, de Serra. "Vou fazer todas as parcerias necessárias com o governo estadual", garantiu.

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