Na TV, Serra e Dilma abordam temas distintos

Os dois principais postulantes ao cargo de presidente da República abordaram temas distintos no horário eleitoral gratuito da tarde deste sábado. José Serra (PSDB) falou especificamente de seu plano para ajudar os dependentes de drogas e Dilma Rousseff (PT) fez um link entre desenvolvimento econômico e avanços sociais.

ROBERTO LIRA, Agência Estado

21 de agosto de 2010 | 15h31

O programa de Serra, que foi aberto mais uma vez pelo já polêmico uso da imagem do candidato ao lado do presidente da Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que é preciso ter coragem para governar e isso não significa não ter medo, mas correr o risco, mesmo tendo medo. Como prova desse enfrentamento, foram lembradas as ocasiões em que Serra "peitou os laboratórios" para levar adiante programas como o de medicamentos genéricos e da quebra de patentes de medicamentos do coquetel antiaids.

O combate às drogas foi citado como outro assunto que precisa da coragem de governantes. Após a apresentação de estatísticas de uso de entorpecentes, especialmente o crack e de depoimentos de ex-usuários e especialistas, Serra apresentou sua proposta para a criação de uma rede nacional de atendimento de dependentes químicos, usando como exemplo uma clínica inaugurada em São Paulo durante seu mandato como governador. Ele prometeu dar tratamento público de qualidade e gratuito para esses dependentes.

O programa de Dilma Rousseff (PT) manteve a linha de pregar a continuidade do governo Lula, ilustrando uma diferença de visão sobre a economia. Os apresentadores alegaram que, no passado, a economia ia para um lado, e o povo para o outro lado. No governo Lula, afirmaram, o social e a economia viraram lados de uma mesma moeda. Essa ligação foi feita mostrando o desenvolvimento social de uma cidade do interior do Ceará e o crescimento de uma fábrica de biscoitos em São Paulo.

Segundo o programa, programas como o Bolsa família e o Luz para Todos, somados ao crescimento de empregos e salários, propiciaram uma nova realidade de consumo para a população carente, permitindo que indústrias elevassem a produção e a geração de empregos. Ainda sobre economia e emprego, a candidata apareceu defendendo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tendo ao fundo as obras da Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco.

O programa da candidata do PV, Marina Silva, optou por mostrar depoimentos de eleitores, listando o que desejam para o futuro do Brasil e apresentando a candidata, que só apareceu no fim: "Sou candidata do Partido Verde a presidente do Brasil, sou Marina Silva."

Os chamados candidatos nanicos praticamente repetiram seus programas. Rui Pimenta (PCO) defendeu os três pilares da proposta do partido: salário, trabalho e terra. Zé Maria (PSTU) afirmou ser "um operário que não mudou de lado" e Ivan Pinheiro (PCB) também listou ideias da esquerda. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) voltou a defender o financiamento público de campanhas como forma de acabar com a corrupção e José Maria Eymael (PSDC) lançou o projeto "Saúde Inteligente". Levy Fidelix (PRTB) voltou a prometer acabar com todos os impostos que incidem sobre os produtos da cesta básica.

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