Na TV, Marta defende Bilhete Único Mensal

Após aceitar entrar na campanha petista, senadora apareceu pela primeira vez em propaganda eleitoral de Fernando Haddad

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2012 | 15h47

A ex-prefeita de São Paulo e senadora do PT Marta Suplicy apareceu pela primeira vez na TV nesta quarta-feira, 5, para engrossar a campanha do candidato petista à Prefeitura, Fernando Haddad.

 

No comercial - veiculado durante a programação normal das emissoras - Marta defende o Bilhete Único Mensal, uma das principais propostas da plataforma de Haddad. "O Bilhete Único Mensal vai mudar a realidade do transporte em São Paulo", afirma Marta.

 

A ex-prefeita diz, já no início da propaganda, que enfrentou muita resistência quando tentou implantar o Bilhete Único em 2004 e que o modelo mensal era o objetivo ao qual ela gostaria de chegar quando lançou a ideia.

"Quando eu criei o Bilhete Único, anos atrás, houve muitas reações. Primeiro disseram que não ia dar certo, que ia ser muito caro, que ia complicar as contas da Prefeitura, mas eu não vacilei e fiz o que tinha que fazer. O meu objetivo era um dia chegar ao Bilhete Único Mensal, que agora o Haddad quer implantar.

Marta entrou na campanha na semana passada e deve participar do seu primeiro evento de rua ao lado do candidato do PT já nesta sexta-feira, 7. A senadora manteve-se afastada da disputa até então por conta de uma mágoa deixada pelo processo de escolha do nome petista em São Paulo, no qual foi preterida. Após uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marta acertou sua participação nas eleições.

Críticas. A gestão de Marta na Prefeitura, entre 2001 e 2004, tem sido constante alvo de críticas por parte da campanha do candidato do PSDB, José Serra. Na terça-feira, 4, ela usou o Twitter para se defender da acusação feita pelo tucano de que teria recebido a Prefeitura quebrada ao sucedê-la em 2005.

Segundo ela, Serra "fabricou o caos" e "criou situações falsas" ao deixar de pagar fornecedores. "José Serra mente. Usou de má-fé no passado e continua com o mesmo expediente. Como tinha outros interesses políticos, fabricou o caos, deixou de pagar fornecedores, assustou credores, criou situações falsas e filas de gente desesperada à porta da Prefeitura", escreveu a ex-prefeita.

Na tarde desta quarta-feira, Serra repetiu o programa no horário eleitoral na TV no qual responsabiliza a gestão petista pela "falência" na administração. "Em 2005, quando eu assumi, eu encontrei a Prefeitura falida, com só R$ 16 mil no banco, milhões no cheque sem fundos, obras paradas, funcionários em greve e uma fila de credores na porta.  Foi essa herança que nós recebemos do PT", afirmou.

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