Na TV, Marina diz que Serra e Dilma são iguais

A candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, adotou na propaganda eleitoral da noite de hoje (9), pela primeira vez, uma atitude mais crítica em relação aos principais adversários. Marina disse que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) são iguais e acusou PT e PSDB de terem transformado as eleições em um ringue. "Estão tentando fazer dessa eleição um ringue, onde as duas grandes forças que estão aí ficam brigando para se eternizar no poder", criticou, dizendo que ambos defendem um desenvolvimento sem responsabilidade. "O pior é que são iguais", afirmou. "Não entenderam que o Brasil pode perder a oportunidade de se tornar uma liderança mundial do desenvolvimento sustentável."

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

09 de setembro de 2010 | 21h54

Dilma, embalada pelo jingle que a coloca como herdeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - "deixo em tuas mãos o meu povo" -, apresentou realizações do atual governo pelo Brasil e assumiu o compromisso de dar continuidade às iniciativas. A propaganda mostrou imagens da petista em todas as regiões do País, com destaque para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Algumas obras citadas foram a Via Expressa Baía de Todos os Santos (Bahia), o Parque Eólico de Osório (Rio Grande do Sul) e o Trecho Sul do Rodoanel (São Paulo). A presidencial voltou a prometer, em um eventual novo governo do PT, a criação de 6 mil creches e pré-escolas, a criação de 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a construção de 2 milhões de moradias.

O candidato do PSDB, José Serra, repetiu a inserção exibida no início da tarde. Grande parte da propaganda foi usada para criticar a participação do presidente Lula na propaganda de terça-feira (7). Serra disse estar "indignado" com o episódio do vazamento de dados fiscais da filha Verônica Serra e do genro, o empresário Alexandre Bourgeois. O candidato afirmou ainda que o caso está ligado ao PT e condenou o "deboche" do governo no caso. "Ninguém pode achar naturais os abusos que estão ocorrendo nestas eleições", afirmou.

Serra ainda acusou Dilma de se "esconder" atrás da administração federal para evitar dar explicações o sobre as quebras de sigilos na Receita Federal. "Eu não cheguei na vida pública agora, não. Não preciso ficar na sombra de ninguém", criticou. No restante da inserção, o tucano mostrou iniciativas na área de transporte da época em que foi governador de São Paulo.

Os outros candidatos repetiram inserção veiculada no início da tarde. Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, destacou que defenderá a mulher de abusos e agressões. Rui Costa Pimenta, do PCO, disse que a Petrobras é um "símbolo brasileiro contra a espoliação estrangeira". Zé Maria, do PSTU, pregou que os bancos estrangeiros e nacionais controlam o País e defendeu "uma segunda independência", com a estatização das multinacionais.

Eymael, do PSDC, prestou homenagem aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e defendeu melhores salários aos policias. Levy Fidelix, do PRTB, afirmou que "os três ou quatro" candidatos que "pesquisas fajutas" colocam à frente na disputa eleitoral não vão mudar a vida do povo. E Ivan Pinheiro, do PCB, elogiou a Colômbia e criticou a perseguição que seria realizada pelos Estados Unidos contra o país latino-americano.

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