Na TV, Lula reforça campanha Mercadante

A menos de 20 dias das eleições, o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, recorreu mais uma vez à popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar levar a disputa em São Paulo ao segundo turno. Na propaganda eleitoral exibida na noite de hoje (15), Lula destacou o trabalho do petista como líder do governo no Senado Federal e, ao lado de Mercadante, garantiu que o candidato será um governador "extraordinário". "Ele tem competência, compromisso, história. E sabe que não pode errar", elogiou o petista.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

15 de setembro de 2010 | 21h58

O candidato do PT tem reagido nas últimas pesquisas de intenção de voto, mas a pequena escalada não tem sido suficiente ainda para levar a disputa para o segundo turno. A última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, mostrou Alckmin com 49%, enquanto Mercadante ficou com 23%.

A inserção do PT voltou a mostrar 13 razões para o eleitor votar em Mercadante e criticou a gestão do PSDB à frente do Palácio dos Bandeirantes. "Chegou a hora de substituir 16 anos de mesmice e lentidão", disse o locutor. Em imagens nas ruas, nas quais o candidato conversava com eleitores, o petista prometeu que num eventual governo do PT criará o que chamou de um "ProUni da Saúde", com o objetivo de diminuir as filas nos hospitais da rede pública, e garantiu que acabará com a aprovação automática e irá melhorar a qualidade do ensino em São Paulo. "Agora é a nossa vez de vencer", afirmou. No final da peça, Lula voltou a pedir votos para o candidato do PT. "O que estamos fazendo no Brasil o Mercadante vai fazer em São Paulo", afirmou.

Em mais um ataque ao adversário, a propaganda do PSDB voltou a mostrar imagens de inserções do PT e questionar o discurso de Mercadante. Os tucanos mostraram peça em que o petista destacou avanços no tratamento de esgoto na cidade de Guarulhos, administrada há dez anos pelo PT. "Guarulhos está agora com duas estações de tratamento inauguradas, chegando a 53% de esgoto tratado", disse Mercadante. A propaganda dos tucanos alegou que as duas estações ainda estão em obras e censurou o petista pela declaração. "Dez anos de administração petista e o tratamento de esgoto é ainda apenas uma promessa", disse o locutor. "Que vergonha, hein!?".

O restante da inserção do PSDB mostrou realizações da sigla voltadas para as crianças, como a ampliação de AMEs, a criação do Parque da Juventude e o lançamento do programa Escola da Família. "É por isso que Geraldo é tão querido entre a criançada", destacou o locutor da peça. A propaganda também se esforçou para mostrar um lado paterno do candidato. Alckmin apareceu na peça beijando e abraçando crianças, além de em imagem ao lado da neta Isabella.

O candidato do PSB, Paulo Skaf, apresentou na TV um cartaz de campanha no qual estava pintado de palhaço e fez críticas duras aos eleitores que pretendem votar no candidato a deputado federal Tiririca (PR) por protesto. "Se eu pintasse a minha cara de palhaço, vocês votariam em mim?", questionou o candidato. "O que interessa mesmo é o que significa votar no Tiririca", completou. De acordo com o Skaf, uma vitória de Tiririca pode fazer com que todos os políticos "saiam perdendo" nas eleições deste ano.

Celso Russomanno, do PP, explorou suas experiências políticas e administrativas na tentativa de conquistar o eleitor. "Eu acumulei experiência durante todos esses anos e estou preparado para governar São Paulo", afirmou.

Os outros candidatos repetiram as inserções veiculadas na tarde de hoje. Fábio Feldmann, do PV, voltou a defender o fortalecimento da influência de São Paulo no País sob a forma de "ideias inovadoras", como a lei antifumo, o programa Cidade Limpa e a lei do clima. "Minha ideia é trabalhar para fortalecer esse conceito com propostas fortes e transformadoras", disse. Luiz Carlos Prates, o Mancha, do PSTU, pregou o combate ao preconceito contra os negros. Anaí Caproni, do PCO, criticou a privatização do transporte público e a concessão de estradas.

O programa de Paulo Bufalo, do PSOL, criticou a aprovação da Medida Provisória 458, conhecida como MP da Grilagem, que recebeu votos favoráveis de deputados do PT e do PV. Igor Grabois, do PCB, disse que o partido foi muitas vezes colocado na ilegalidade e que agora os adversários usam medidas jurídicas para este fim. "Todas as vezes nos reerguemos", afirmou.

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