Na TV, Lula exalta Mercadante e Alckmin foca na saúde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocupou boa parte do tempo do programa eleitoral desta tarde do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante. Na TV, Lula pediu votos para Mercadante, exaltou sua participação como líder do governo no Senado e disse que o candidato é um dos mais preparados do País.

ANNE WARTH, Agência Estado

25 de agosto de 2010 | 15h02

"Eu me lembro que em 2002 eu convidei ele para ser ministro e ele disse ''presidente, você vai precisar de mim muito mais lá no Senado''. E graças a ele a gente conseguiu um bocado de vitórias", afirmou Lula. "O que eu mais gosto no Mercadante é que ele é um cara que batalha pelas coisas que acredita. Pedi a ele para ser meu candidato ao governo de São Paulo."

Mercadante destacou sua amizade de mais de 30 anos com Lula e disse ter orgulho de ter participado do governo. "Por tudo isso valeu a pena lutar", disse. O programa do petista foi encerrado com um corte súbito, uma vez que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou a perda de tempo na propaganda porque Mercadante invadiu o tempo destinado aos deputados na TV. Ele perdeu 1 minuto e 24 segundos dos 4 minutos e 16 segundos a que tem direito.

Já o programa do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi dedicado principalmente a propostas na saúde e na educação. O tucano prometeu inaugurar novas escolas e faculdades de ensino técnico (Etecs e Fatecs) na capital e no interior do Estado. "Eu comecei, o Serra avançou e vou trabalhar duro para que cada vez mais jovens realizem o sonho de uma vida melhor", disse Alckmin, na única vez em que citou o candidato à Presidência, José Serra, em todo o programa.

As outras duas menções a Serra foram feitas pelo locutor do programa em propostas para a educação e a saúde. Imagens de Serra apareceram apenas uma vez. Já Mário Covas apareceu três vezes, quando o programa apresentou a biografia de Alckmin. O candidato também disse que irá aumentar a rede do Poupatempo no interior do Estado e elevar os atendimentos diários de 100 mil para 140 mil.

Propostas

Fábio Feldmann (PV) disse que quer fortalecer a influência de São Paulo no País sob a forma de "ideias inovadoras", como a lei antifumo, o programa Cidade Limpa e a lei do clima. "Minha ideia é trabalhar para fortalecer esse conceito com propostas fortes e transformadoras", disse. A candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, apareceu pedindo votos para Feldmann.

O programa de Celso Russomanno (PP) enfatizou a saúde e deu espaço para que usuários criticassem a demora para conseguir marcar uma consulta. Ele prometeu aumentar o salário dos profissionais da área para evitar a fuga dos servidores para o serviço privado. "Aí você tem saúde com qualidade", afirmou.

Paulo Skaf (PSB) respondeu a perguntas de eleitores em seu programa. Umas delas foi sobre se ele acreditava na vitória, diante de adversários como Alckmin e Mercadante. "É obvio que eu gostaria de ganhar, mas sinceramente isso não está na minha mão, até porque quem vota são vocês", respondeu. Ele destacou também a gestão de prefeitos do PSB e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Luiz Carlos Prates, o Mancha (PSTU), disse ser contra o fator previdenciário e prometeu recompor o valor das aposentadorias. Anaí Caproni (PCO) reclamou dos pedágios e do valor das passagens de ônibus. Igor Grabois (PCB) disse ser contra a concessão das rodovias estaduais. Paulo Bufalo (PSOL) criticou a MP 458, que permitiu a regularização de terras na Amazônia Legal por parte de posseiros, e disse que o PSOL foi um dos únicos partidos que votou contra, ao contrário de PT, PSDB e PV.

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