Na TV, Lula apresenta Dilma como herdeira; Serra aposta na Saúde

Na primeira propaganda gratuita veiculada no horário nobre da televisão, os candidatos à sucessão presidencial investiram todo o tempo em suas principais marcas na corrida eleitoral

Gustavo Uribe / SÃO PAULO, Agência Estado

17 de agosto de 2010 | 22h35

São Paulo, 17 - Na primeira propaganda gratuita veiculada no horário nobre da televisão, os candidatos à sucessão presidencial investiram todo o tempo em suas principais marcas na corrida eleitoral. O presidenciável do PSDB, José Serra, ocupou 100% da inserção listando as medidas que promoveu na área de saúde quando foi ministro do governo FHC e governador de São Paulo. A peça do PT evidenciou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como principal cabo eleitoral de Dilma Rousseff (PT). Lula pediu, diretamente, voto a Dilma e, no encerramento, um jingle resumiu o papel da candidata como a herdeira política do presidente: "Deixo em tuas mãos o meu povo."

 

Os programas do PT e do PSDB foram diferentes dos veiculados no início da tarde, que serviram mais como apresentação da biografia dos candidatos. Já Marina Silva, candidata do PV, repetiu a peça veiculada às 13h, na qual defendeu a bandeira do meio ambiente.

 

Serra, o primeiro nome a estrear no horário nobre, repetiu a fórmula adotada no programa partidário do PSDB veiculado em 17 de junho. O candidato, apresentado como um dos melhores ministros da Saúde que o Brasil já teve, enumerou iniciativas à frente da pasta e mostrou eleitores agradecidos pelos programas. "Quem imaginou que o filho da dona Serafina e do seu Francisco ia fazer tanta coisa boa pela saúde?", ressaltou o locutor a peça.

 

Na lista de propostas que implementou, o tucano destacou o programa dos genéricos, a criação de clínicas para dependentes químicos e os mutirões da saúde. Num diálogo com uma eleitora agradecida pelos remédios mais baratos, Serra comprometeu-se a fazer ainda mais em um eventual governo. "Ô, dona Maria Augusta. A gente vai fazer coisas tão boas como os genéricos", afirmou.

 

Num diálogo com o presidente Lula em gravações feitas em diferentes regiões do Brasil, Dilma comprometeu-se a seguir "mudando", a exemplo da política adotada pelo atual presidente. Eleitores ressaltaram os programas Bolsa Família, Luz Para Todos e Minha Casa, Minha Vida. "Agora eu tenho emprego. Eu tenho casa. A luz chegou em minha casa e o Brasil mudou de cara", disseram.

 

Numa linha do tempo, as trajetórias de Lula e de Dilma foram comparadas, com destaque à infância dos dois candidatos e o pioneirismo de cada um na vida pública. "Lula foi o primeiro operário a chegar à Presidência e Dilma foi a primeira mulher a ser ministra de Minas e Energia e ministra da Casa Civil", disse o locutor. No final da inserção, a mais longa do horário gratuito, Lula chamou Dilma de "uma pessoa especial" e pediu votos para a candidata do PT. "Vote na Dilma, ela é a pessoa mais preparada para ser presidente deste País."

 

O programa do PV abordou o meio ambiente, principal vitrine eleitoral da candidata, e exibiu imagens da destruição do planeta, com narração da candidata e o alerta para a escolha de um dirigente que tenha o foco na solução desses problemas.

 

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) fez uma crítica aos presidenciáveis do PT e do PSDB, mostrando um ringue de boxe em que atores caricatos lembravam Dilma e Serra. No final, um ator magro e fraco, com a camiseta do PSOL, vencia a disputa por nocaute. Em 1 minuto de programa, Plínio afirmou que só uma eleição baseada no financiamento público de campanha poderia acabar com a corrupção na política.

 

Os chamados nanicos usaram seus 55 segundos de programa eleitoral para criticar o governo federal. Rui Costa Pimenta (PCO) disse que essa é uma eleição de cartas marcadas, em que Dilma e Serra gastam milhões. Zé Maria, do PSTU, também criticou a polarização entre PT e PSDB e voltou a usar o bordão: "Contra burguês, vote 16."

 

Eymael (PSDC) falou da sua biografia, citando que foi deputado constituinte. Levy Fidelix (PRTB) trouxe o desenho de um aerotrem com seu número de candidato e disse que pretende ser a voz do povo. E Ivan Pinheiro (PCB) disse que pretende propor mudanças radicais na luta pelo socialismo.

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