Na TV, Haddad afirma que críticas de tucano são 'desespero'

Candidato do PT usou horário eleitoral para se defender das acusações de Serra de que acabaria com as OS

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2012 | 07h27

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, usou o programa eleitoral na TV desse domingo, 21, para se defender das acusações de José Serra de que, se eleito, iria acabar com as parcerias com a Organização Sociais (OS) na gestão das unidades de saúde. A propaganda classificou as críticas do tucano como “desespero”.

 

A peça exibiu trechos do debate da Rede Bandeirantes da última quinta-feira quando Haddad negou que iria acabar com os convênios e afirmou que iria atender a uma recomendação do Tribunal de Contas do Município de aperfeiçoar a transparência no controle de gastos das entidades.

 

“Essa é a verdade, o resto é desespero de quem está atrás nas pesquisas”, disse um dos atores propagada. Segundo o último levantamento do Ibope, Haddad tem 60% dos votos válidos, ante 40% de 40% de Serra.

 

No horário eleitoral de sábado, 20, à noite, que voltou a ser exibido nesse domingo à tarde, a campanha de Serra afirmava que o PT é contra a lei que instituiu a parceria com as OS e que o programa de governo de Haddad dizia que iria retomar a direção das unidades.

 

“Acabar com as parcerias significa acabar com o emprego de 30 mil profissionais de saúde. A posição do PT do Haddad significa fechar 139 AMAs, 5 hospitais e outras 237 unidades de saúde na cidade”, dizia a propaganda.

 

Hoje, por meio desse tipo de contrato, hospitais como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein cuidam da administração de hospitais públicos do município.

 

O PT é um crítico histórico desse modelo. O programa de governo do candidato petista prevê, na página 45, “retomar, sem prejuízo dos condicionantes contratuais legais e após providências administrativas necessárias, a direção pública da gestão regional e microrregional do sistema municipal des saúde”. No entendimento dos tucanos, esse tópico indica a intenção de encerrar os convênios com OS.

 

Chalita. A campanha de Serra também começou a veicular uma inserção na TV onde mostra o peemedebista Gabriel Chalita criticando a atuação de Haddad como ministro da Educação.

 

A peça reproduz trechos de uma matéria publicada na imprensa em que Chalita afirmava que Haddad nem havia começado a resolver os problemas educacionais no Brasil. “Até quem está com Haddad sabe, ele não está preparado”, diz o locutor.

 

Após ficar em terceiro lugar na disputa municipal, Chalita declarou apoio a Haddad e chegou a gravar depoimento para defender a gestão do petista no ministério. Nesta reta final, a campanha tucana passou a questionar a capacidade administrativa de Haddad.

 

Reitores. Para rebater essas críticas, a propaganda eleitoral do petista da noite desse domingo escalou reitores de universidades federais para defender o legado de Haddad. “O trabalho do ministro Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação durante seis anos não deixa dúvidas sobre a sua competência e capacidade”, disse Walter Albertoni, reitor da Unifesp.

 

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